6 álbuns essenciais de Bob Dylan

24 de maio de 2022

Fonte: G1

No dia 24 de maio de 1941 nascia Robert Allen Zimmerman, conhecido pelo seu nome artístico de Bob Dylan, o cantor e compositor completa hoje 81 anos e é de longe um dos maiores ídolos do rock mundial. Atualmente Bob vive em Los Angeles e mantem a sua vida e de seus familiares bem longe dos holofotes, a sua vida é tão misteriosa que apenas sabemos que ele teve ao menos 6 filhos e que organizou sua vida financeira para não precisar mais se preocupar com isso, certo ele.

Hoje no seu aniversário, selecionei 6 álbuns que na minha opinião, consagraram a sua história, mas lembre-se: são mais de 5 décadas produzindo discos, com certeza vai faltar algum álbum que você goste muito.

Segue a lista:

 

“THE FREEWHEELIN’ BOB DYLAN” (1963)
Segundo álbum lançado pelo cantor, foi “Freewheelin’…” que revelou o talento de Dylan para a composição — seu trabalho de estreia tem apenas duas canções originais. O disco abre com nada menos que “Blowin’ in the wind”, talvez seu maior clássico, e traz também “Masters of war” (manifesto antibelicista) e “A hard rain’s a-gonna fall”. Dylan volta a letras recheadas de poesia, lirismo, humor e surrealismo à crítica social e conscientização política. Mas o bardo também versa sobre o amor, como em “Girl from the north country”, canção que seria regravada anos depois no álbum “Nashville skyline”, num dueto com Johnny Cash. “The freewheelin’ Bob Dylan” também tem umas das capas mais célebres produzidas nos anos 60. Mostra Dylan e Suze Rotolo, sua namorada na época, caminhando juntos por Greenwich Village, em Nova York.

“BRINGING IT ALL BACK HOME” (1965)
Dylan extrapola as fronteiras da música folk que o consagrou em seus dois álbuns anteriores (“The times they are a-changin’” e “Another side of Bob Dylan”) e lança um disco metade elétrico, metade acústico. No lado A, canções barulhentas (e até pesadas), como “Subterranean homesick blues”, “Maggie’s farm” and “Outlaw blues”; no lado B, a emblemática “Mr. tambourine man”, “Gates Of Eden” e a tristonha”It’s all over now, baby blue”, espécie de adeus à inocência e às ilusões provocadas pelas relaçoes amorosas e pela juventude. A capa do álbum, desta vez cheia de significados e referências, chama atenção novamente. Com isso, um Dylan maduro começa a despontar, o que provocaria reações negativas por parte da crítica e dos fãs mais puristas. Mas o cantor iria ainda mais longe com a “eletrificação” de seu som em seu trabalho seguinte.

“HIGHWAY 61 REVISITED” (1965)
Com este disco, lançado apenas cinco meses depois de “Bringing it all back home”, Bob Dylan consolida sua transformação de cantor acústico de folk em roqueiro contestador. Aqui o músico é acompanhado por guitarras em todas as faixas — com exceção da épica balada “Desolation row”, última canção do disco, com pouco mais de 11 minutos de duração. O álbum abre com “Like a rolling stone”. Toda executada sobre o órgão base de Al Kooper e com uma letra quilométrica, foi eleita pela revista norte-americana “Rolling Stone” como a “melhor canção de todos os tempos”. “Ballad of a thin man” (potagonizada pelo misterioso personagem Mr. Jones) e “Just like Tom Thumb’s blues” (que versa sobre um anão) também são destaques, juntamente com a faixa-título. Dylan diria em uma entrevista, anos depois: “Não serei capaz de gravar um disco melhor do que aquele. ‘Highway 61’ é simplesmente bom demais.”

“DESIRE” (1976)
Mal concluiu as gravações de “Blood on the tracks”, Dylan começou a trabalhar em “Desire”. E, pela primeira vez na carreira, divide a autoria da maioria das músicas com outro letrista, o diretor de teatro Jaques Levy — talvez por isso reúna tantas canções com narrativas épicas e cinematográficas. E é o único disco do cantor que conta com um violinista. Ou melhor, a violinista Scarlet Rivera. São dela os fraseados que pontuam “Hurricane”, que marca a volta de Bob Dylan às canções de protesto. A extensa letra conta a história do pugilista negro Rubin Carter, conhecido como “Hurricane” (Furacão). Carter foi preso em 1966, acusado injustamente de um crime que não cometeu. Também são pontos altos do disco os duetos com a cantora Emmylou Harris em “One more cup of coffee” e “Oh, sister”. “Desire” se notabiliza ainda por dois distintos tributos: “Joey”, polêmica homenagem ao gangster Joey Gallo; e “Sara”, sobre a ex-esposa de quem tanto versou em “Blood on the tracks”.

“INFIDELS” (1983)
Considerado por críticos e fãs o melhor registro fonográfio do cantor nos anos 80, “Infidels” foi seu disco mais vendido da década. Aqui o cantor deixa as pregações cristãs fundamentalistas de lado (discurso adotado por conta de sua conversão religiosa nos anos 70) para voltar ao mundo secular. A produção começou a cargo de Mark Knopfler, o virtuoso guitarrista e líder do Dire Straits, mas acabou mesmo nas mãos de Dylan. Foi um disco trabalhoso: muitas horas no estúdio e muito material gravado — boa parte dessas canções acabou limada pelo cantor. Entre músicas de amor (“Don’t faal apart on me tonight”), críticas ao capitalismo (“Union sundown”) e uma apaixonada defesa do estado de Israel (“Neighborhood bully”), ressalvas para a poética “Jokerman”. Seus quase sete minutos de duração trazem uma letra indecifrável, cheia de metáforas e citações mitológicas. A faixa, uma das mais lembradas da carreira do cantor, contou com as participações de Knopfler e do ex-Rolling Stone Mick Taylor nas guitarras. Ganharia ainda um belo videoclipe e uma versão (de gosto duvidoso) gravada ao vivo por Caetano Veloso no álbum “Circuladô vivo”.

“MODERN TIMES” (2006)
Com canções diretas, recheadas de versos compridos e cantados rapidamente, Dylan reinventou-se neste álbum, misturando rockabilly, country, rock, blues e jazz — seu lançamento motivou mais uma vinda do cantor ao Brasil, em 2008. Compensou sua voz rascante, já bastante debilitada, com uma banda afiada e composições inspiradas, que recheariam a maior parte de seus set lists de 2006 em diante. Em “Modern times”, Dylan abrange temas como amor, realidade e mortalidade. O álbum abre com o blues acelerado “Thunder on the mountain”, com solos de guitarra curtos, ao melhor estilo Chuck Berry; segue com “Spirit on the water”, uma estranha canção no esquema standard americano, bem diferente do que Dylan havia feito até então; e volta ao blues com “Rollin’ and tumblin’” (tradicional canção americana já regravada pelo Cream e por Eric Clapton), carregado no slide guitar. Um álbum fácil de ouvir, e por isso para ser ouvido muitas vezes.

 

Gostou da lista? Faltou algum álbum? Deixe nos comentários.

 

hash track

Peça seu som e ouça no Hashtrack!

Exemplo:
Artista: Neil Young
Música: Rockin' In The Free World
#Esse som é muito marcante pra mim porque foi o primeiro que rolou na minha programação.

Aplicativo

Você pode ouvir a rádio Mundo Livre direto no seu smartphone.

Disponível no Google Play Disponível na App Store

2022 © Mundo Livre FM. Todos os direitos reservados.