Robert Smith do The Cure em estúdio durante colaboração com os Rolling Stones no álbum Foreign Tongues

Por que Robert Smith recusou colaboração com os Rolling Stones antes de aceitar convite

2 de julho de 2026

Vocalista do The Cure inicialmente rejeitou participar do novo álbum dos Rolling Stones e explicou os motivos da hesitação em entrevista recente.

Crédito: Reprodução YouTube

Robert Smith recusou o convite dos Rolling Stones inicialmente antes de aceitar participar do novo álbum da banda e explicou os motivos da hesitação em entrevista recente. A decisão teve menos relação com o convite em si e mais com o ambiente de estúdio e sua percepção sobre o processo criativo em andamento, antes de sua colaboração resultar em faixas como “Divine Intervention”.

A participação acabou envolvendo Smith em diferentes funções no disco, incluindo guitarra, sintetizadores e backing vocals. O material integra o álbum Foreign Tongues, previsto para lançamento em 10 de julho, que também reúne outros nomes como Paul McCartney e Steve Winwood.

Por que Robert Smith recusou Rolling Stones inicialmente

O ponto central da recusa inicial de Robert Smith está ligado à dinâmica de gravação dos Rolling Stones naquele momento. Em entrevistas recentes, ele afirmou que não se sentia confortável em chegar a um estúdio onde o processo já estava em andamento, especialmente em uma situação em que o vocal principal ainda estava sendo finalizado por Mick Jagger.

Smith descreveu uma preocupação recorrente com a presença de convidados durante gravações vocais. Para ele, o estúdio é um ambiente sensível, no qual interferências externas podem alterar a concentração e a dinâmica do artista. Essa percepção o levou a imaginar que sua presença poderia ser inconveniente naquele estágio do álbum.

Por isso, inicialmente, ele preferiu evitar a participação direta. A ideia era apenas encontrar o produtor Andrew Watt e aguardar o término das sessões, sem interferir no trabalho em andamento.

O convite direto de Mick Jagger e a mudança de decisão

A recusa, no entanto, não se manteve por muito tempo. Durante a visita ao estúdio, Robert Smith acabou sendo informado de que Mick Jagger queria que ele estivesse presente. O convite direto alterou o contexto da situação.

Ao entrar na sala de controle e observar o processo de gravação, Smith teve contato direto com a dinâmica da sessão. Jagger, segundo o próprio músico, o recebeu de forma aberta e o incluiu na conversa sobre as faixas em andamento. Esse momento ajudou a reduzir a resistência inicial.

Mesmo assim, o convite para tocar no disco não foi aceito de imediato. Smith relatou que ficou surpreso com a proposta e preferiu recuar, afirmando que não estava preparado para assumir uma participação ativa naquele momento.

A reconsideração e a participação em “Divine Intervention”

Após a saída de Jagger, a situação mudou novamente. Robert Smith permaneceu no estúdio com o produtor Andrew Watt e acabou reconsiderando a decisão inicial. O ambiente mais informal e a ausência da pressão imediata do vocalista dos Stones contribuíram para que ele reconsiderasse o convite.

A partir daí, Smith decidiu experimentar a gravação. O processo ocorreu de forma gradual, sem planejamento formal de participação. Ele passou a tocar guitarra e colaborar com ideias para algumas faixas, o que acabou evoluindo para sua presença em Foreign Tongues.

O resultado foi a participação em “Divine Intervention”, onde sua contribuição aparece na guitarra e em elementos de apoio vocal. A faixa se tornou uma das principais prévias do disco, marcando o encontro entre duas gerações do rock britânico.

A colaboração também se estendeu a outras faixas do álbum, reforçando a participação de Smith para além de uma única aparição pontual.

Um encontro pontual que virou colaboração

O caso ilustra como a participação de Robert Smith nos Rolling Stones não foi resultado de um planejamento estruturado, mas de uma sequência de decisões circunstanciais. A recusa inicial esteve ligada a cautela com o ambiente de estúdio e à dinâmica do processo criativo em andamento. A aceitação posterior ocorreu a partir da interação direta com Jagger e da mudança de contexto dentro da própria sessão.

O álbum Foreign Tongues também se destaca por reunir uma lista extensa de convidados, incluindo nomes como Chad Smith e outros colaboradores de longa trajetória no rock e na música pop, ampliando o caráter coletivo do projeto.

No caso de Smith, o episódio reforça uma postura recorrente em sua carreira: a de evitar intervenções externas em processos criativos que considera sensíveis, mas também a disposição de mudar de posição quando o contexto se torna mais direto e pessoal.

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