Bruce Springsteen estreia no topo das paradas digitais com canção política anti-ICE  “Streets of Minneapolis”

3 de fevereiro de 2026

“Streets of Minneapolis” lidera ranking da Billboard mesmo com apenas dois dias de contagem e recoloca a urgência social no centro do rock americano

Nem sempre números contam apenas uma história de mercado. Em alguns casos, eles revelam um momento. Foi exatamente isso que aconteceu com Bruce Springsteen na última semana. “Streets of Minneapolis” estreou em primeiro lugar na parada Digital Song Sales da Billboard, tornando-se a música digital mais vendida dos Estados Unidos, mesmo tendo ficado disponível por apenas dois dias dentro do período de contagem.

Lançada oficialmente em 28 de janeiro, a faixa vendeu cerca de 16 mil downloads até o fechamento da semana monitorada, um desempenho suficiente para garantir o topo do ranking. O feito é inédito na carreira de Springsteen. Desde a criação da parada, em 2004, o músico nunca havia alcançado o primeiro lugar nesse formato, nem sequer figurado no Top 20, o que dá à conquista um peso simbólico ainda maior.

Mas o impacto de “Streets of Minneapolis” vai muito além das métricas. A canção nasceu como resposta direta a um episódio recente e violento ocorrido na cidade que lhe dá nome. Springsteen escreveu e gravou a música após a morte de Renée Good e Alex Pretti, vítimas de uma operação do ICE, o serviço de imigração dos Estados Unidos, em janeiro. O tema, explícito e sem rodeios, recoloca o veterano compositor no território onde sempre foi mais incisivo: o da canção social, escrita para incomodar.

A estreia ao vivo aconteceu no dia 30 de janeiro, durante o show beneficente Defend Minnesota, em Minneapolis, organizado por Tom Morello. A apresentação funcionou quase como extensão natural da música, reforçando o caráter urgente da faixa e sua ligação direta com o contexto político que a motivou.

Além do primeiro lugar em vendas digitais, “Streets of Minneapolis” também estreou no 20º posto da parada Hot Rock & Alternative Songs, impulsionada por downloads, streaming e as primeiras execuções em rádio. Nos mesmos dois dias iniciais, a música acumulou cerca de 678 mil streams oficiais nos Estados Unidos e 175 mil plays em emissoras, números que devem crescer quando o monitoramento considerar uma semana cheia.

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