Novo laudo de perícia sugere que Kurt Cobain pode ter sido vítima de homicídio
12 de fevereiro de 2026
Trinta anos depois da morte de Kurt Cobain, vocalista do Nirvana, um debate antigo volta à tona. Um grupo de peritos independentes publicou um relatório no International Journal of Forensic Science argumentando que a cena encontrada no dia 5 de abril de 1994 não condiz com um suicídio. Eles alegam ter identificado dez evidências que sugerem que Cobain teria sido forçado a consumir uma dose letal de heroína antes de ser baleado, e que o local teria sido organizado para aparentar um ato voluntário. Entre as supostas inconsistências apontadas estão a necrose no cérebro e no fígado, compatível com morte por overdose lenta, e o fato de objetos, como o recibo da arma e das munições, estarem guardados nos bolsos do músico, enquanto os cartuchos ficaram alinhados aos seus pés. O grupo também questiona o bilhete deixado no local, dizendo que as últimas linhas não estariam na caligrafia de Cobain.
A equipe, liderada pelo especialista em balística Brian Burnett e pela pesquisadora Michelle Wilkins, revisou documentos da autópsia, fotos da cena e dados divulgados pela polícia. Segundo Wilkins, após poucos dias de análise, Burnett concluiu: “isto é um homicídio”. Eles enviaram suas conclusões a um periódico científico e defendem que as autoridades reabram o caso.
Autoridades reiteram conclusão de 1994
O Gabinete do Médico Legista do Condado de King respondeu rapidamente às especulações. Em nota à imprensa, um porta-voz afirmou que o órgão trabalhou em conjunto com a polícia local, realizou uma autópsia completa e seguiu todos os procedimentos, concluindo que a morte foi suicídio. O gabinete ressaltou que está aberto a reconsiderar a decisão se surgirem provas credíveis, mas afirmou não haver nada de novo que justifique reabrir o caso.
O Departamento de Polícia de Seattle (SPD) também confirmou que a investigação permanece encerrada. Um porta-voz reiterou que o detetive responsável chegou à conclusão de suicídio e que essa continua sendo a posição oficial da corporação. Reportagens adicionais notam que a polícia e o médico legista permanecem firmes, apesar das alegações de que a cena teria sido montada.

Debate entre fãs, peritos e autoridades
A morte de Kurt Cobain sempre alimentou teorias conspiratórias. À época, a conclusão de suicídio se baseou em diversas evidências: uma carta com tom de despedida, a arma encontrada em suas mãos e o histórico de depressão e uso pesado de drogas. O novo relatório, porém, afirma que a quantidade de heroína detectada em seu organismo seria incapacitante, tornando improvável que o cantor tivesse forças para manusear a escopeta.
Para os fãs que há décadas questionam a versão oficial, o estudo é uma suposta validação. Para a polícia, trata-se de um exercício acadêmico que não muda o registro histórico. Wilkins diz que seu objetivo não é acusar alguém, mas promover transparência: “Se estivermos errados, apenas nos provem”. Enquanto isso, o SPD e o médico legista afirmam que não viram elementos suficientes para revisar o caso.
Por ora, o eco da Remington que tirou a vida de Kurt Cobain permanece como um triste símbolo de suicídio. Novas perguntas podem reacender discussões, mas o veredicto oficial continua o mesmo de 1994.