The Cranberries anuncia edição de 33 anos do álbum de estreia com versões inéditas e relançamento ampliado
1 de abril de 2026
“Everybody Else…” ganha nova mixagem e revisita origem da banda
Lançado originalmente em 1993, Everybody Else Is Doing It, So Why Can’t We?, disco de estreia do The Cranberries, será relançado em uma edição especial de 33 anos no dia 22 de maio de 2026. O projeto chega com múltiplas configurações — incluindo versões em vinil, CD e digital — e traz uma série de conteúdos inéditos e revisões técnicas do material original.
A nova edição contará com mixagens estéreo atualizadas feitas por Stephen Street, responsável pela produção do álbum original. Além disso, o pacote inclui comentários faixa a faixa dos integrantes, notas da designer original e registros complementares que ajudam a reconstruir o contexto de gravação do disco.
Gravado em Dublin, no estúdio Windmill Lane 2, o álbum marcou o início da trajetória internacional da banda, que saiu de uma pequena cidade irlandesa para alcançar o topo das paradas no Reino Unido e na Irlanda. Segundo o guitarrista Noel Hogan, o período foi vivido como uma espécie de “conto de fadas”, com a banda ainda assimilando a dimensão do que estava acontecendo.
Hits, legado e novas leituras em espanhol ampliam o alcance do álbum
O relançamento também reforça o impacto comercial e cultural do disco, que vendeu mais de seis milhões de cópias no mundo e apresentou ao público faixas como “Dreams” e “Linger”, ambas responsáveis por consolidar a identidade sonora da banda nos anos 90.
Outro ponto de destaque está nas novas versões incluídas na edição. Entre elas, releituras em espanhol das duas músicas mais conhecidas do álbum: “Linger”, com participação da artista mexicana Bratty, e “Dreams”, reinterpretada por ANASOF. As faixas mantêm a estrutura original, mas trazem uma abordagem mais próxima do pop contemporâneo latino.
Além disso, o material inclui remixes, gravações ao vivo registradas em 1994 e versões alternativas, ampliando o olhar sobre o processo criativo da banda naquele início de carreira. Um dos destaques é o remix de “Linger” assinado por Iain Cook, que adiciona uma camada mais eletrônica à faixa.
Álbum segue como marco impulsionado pela voz de Dolores O’Riordan
Grande parte da força do disco está associada à interpretação de Dolores O’Riordan, cuja voz ajudou a definir a identidade da banda e se tornou um dos elementos mais reconhecíveis do rock dos anos 90. A cantora, que faleceu em 2018, permanece como figura central na leitura contemporânea do álbum.
Na época do lançamento, a combinação entre arranjos mais suaves e letras voltadas a experiências pessoais ajudou a diferenciar o Cranberries dentro da cena alternativa, aproximando o grupo de públicos distintos. O reconhecimento veio rapidamente, incluindo elogios da crítica e o apoio de nomes como Michael Stipe, que destacou a força de “Linger” ainda nos primeiros anos da banda.
Três décadas depois, o relançamento amplia o acesso a esse material e reforça o papel do álbum como ponto de partida de uma trajetória que segue influente — agora revisitada com novas camadas, formatos e leituras.