Michael Stipe apresenta música inédita e detalha álbum solo em programa de TV
24 de abril de 2026
Ex-R.E.M. prepara primeiro disco da carreira solo após mais de uma década
O Michael Stipe deu mais um passo rumo ao seu primeiro álbum solo. Na noite de quinta-feira, o músico participou do The Late Show with Stephen Colbert e apresentou ao vivo a inédita “The Rest of Ever”, além de compartilhar novos detalhes sobre o projeto.
Ainda sem título oficial, o disco está em fase final de produção. Segundo Stipe, ele segue ajustando as últimas letras e pretende lançar o trabalho até o fim deste ano.
Processo criativo mistura experimentação e pressão pessoal
Durante a entrevista, o ex-vocalista do R.E.M. revelou algumas das ideias por trás das novas músicas, e uma delas chama atenção pelo conceito inusitado.
“Uma das músicas é o som de uma árvore se ouvindo pela primeira vez”, explicou. A gravação, feita no quintal de sua casa na Geórgia, foi reproduzida para a própria árvore, criando um efeito sonoro que, segundo ele, acabou lembrando algo próximo ao Daft Punk.
A fala reforça o caráter experimental do álbum, que marca uma nova fase criativa para o artista, agora sem a estrutura de banda que o acompanhou por décadas.
Primeiro álbum solo carrega peso da trajetória no R.E.M.
Apesar de já ter lançado músicas esporádicas nos últimos anos, este será o primeiro disco solo completo de Stipe, um projeto que vem sendo desenvolvido há bastante tempo.
Em entrevistas recentes, o músico apontou a pandemia como um dos fatores que atrasaram o processo. Mas o principal obstáculo, segundo ele, foi outro: a própria expectativa.
Após o fim do R.E.M., em 2011, Stipe se afastou da música por cerca de cinco anos antes de retomar o trabalho. Agora, encara o desafio de lançar material inédito carregando o peso de uma das discografias mais influentes do rock alternativo.
“Quero que seja ótimo”, afirmou. “Mas existe a pressão de ter estado no R.E.M., e isso torna tudo mais emocionante, e também mais assustador.”
A apresentação de “The Rest of Ever” funciona, portanto, como um primeiro retrato mais claro desse novo momento: um artista revisitando sua relação com a música, agora em outro formato, mais íntimo e aberto à experimentação.