Soundgarden enfrenta desafios para concluir último álbum com vocais de Chris Cornell
10 de junho de 2026
Kim Thayil revela que finalizar o disco inédito do Soundgarden tem sido um processo complexo e emocional quase uma década após a morte de Chris Cornell.

O trabalho do Soundgarden para concluir seu último álbum com vocais inéditos de Chris Cornell continua avançando, mas o processo está longe de ser simples. Em entrevista recente ao podcast State of Love & Trust, o guitarrista Kim Thayil explicou que a banda segue trabalhando no material deixado pelo cantor antes de sua morte, em 2017, e que a reta final do projeto tem exigido tanto ajustes técnicos quanto um envolvimento emocional que dificulta o processo para os integrantes remanescentes.
Considerado um dos grupos mais importantes da cena grunge surgida em Seattle no final dos anos 1980, o Soundgarden ajudou a definir o som de uma geração com discos como Badmotorfinger, Superunknown e Down on the Upside. Desde a perda de Cornell, os fãs acompanham com expectativa qualquer atualização sobre músicas inéditas gravadas durante os últimos anos de atividade da banda. Agora, o projeto caminha para se tornar o capítulo final da trajetória criativa do grupo.
Álbum final do Soundgarden avança entre desafios técnicos e o legado de Chris Cornell
Segundo Kim Thayil, o processo de conclusão do álbum não segue o fluxo tradicional de uma produção de estúdio. Muitas das faixas foram desenvolvidas a partir de ideias criadas em conjunto por Chris Cornell, Matt Cameron, Ben Shepherd e o próprio guitarrista, mas parte do material existia apenas em formato de demo e precisou ser retrabalhada.
A banda trabalha para regravar trechos e preencher lacunas deixadas em gravações iniciadas antes de 2017. Além disso, a agenda dos músicos, produtores e engenheiros envolvidos tem contribuído para tornar o cronograma mais lento do que o inicialmente previsto.
Musicalmente, a expectativa é que o disco mantenha elementos característicos da identidade do Soundgarden, marcada por riffs pesados, afinações pouco convencionais e a mistura entre hard rock, metal alternativo e psicodelia que transformou a banda em uma referência do rock dos anos 1990.
O aspecto emocional, porém, parece ser o maior desafio. Thayil afirmou que revisitar constantemente as gravações de Cornell provoca reflexões pessoais que tornam o trabalho diferente de qualquer outro projeto já realizado pelo grupo.
O legado de Chris Cornell continua guiando o futuro do Soundgarden
A conclusão do álbum tem um peso simbólico importante para a história do Soundgarden. Além de representar as últimas gravações inéditas de Chris Cornell, o projeto também marca o encerramento de um ciclo iniciado décadas atrás, quando a banda ajudou a colocar Seattle no centro da música mundial ao lado de nomes do grunge como Nirvana, Pearl Jam e Alice in Chains.
Nos últimos anos, o grupo voltou aos holofotes em diferentes ocasiões, incluindo sua inclusão no Rock and Roll Hall of Fame e a resolução das disputas judiciais envolvendo o espólio de Cornell, que durante um período dificultaram o avanço das gravações.
Embora ainda não exista uma data oficial de lançamento, os integrantes tratam o trabalho como uma homenagem ao legado deixado pelo vocalista. Para os fãs, o disco representa a oportunidade de ouvir um material inédito de uma das vozes mais influentes da história do rock moderno. Para a banda, se trata de obra iniciada ao lado de um parceiro cuja ausência continua sendo sentida quase dez anos depois.
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