Amy Lee rebate rótulo dado ao Evanescence: “A palavra gótica é estúpida”
10 de junho de 2026
Amy Lee rejeita rótulo de “banda gótica” frequentemente atribuída ao Evanescence desde seu sucesso mundial.

Amy Lee rejeita o rótulo de “banda gótica” mais de duas décadas após o lançamento de Fallen, álbum que transformou o Evanescence em um fenômeno mundial. Em entrevista recente à Metal Hammer, a cantora afirmou que nunca se identificou com a classificação frequentemente associada ao grupo desde o início dos anos 2000.
A discussão acompanha o Evanescence desde a explosão de sucessos como Bring Me To Life e My Immortal, faixas que ajudaram a popularizar uma combinação de rock alternativo, metal e elementos orquestrais em uma época marcada pela ascensão do nu metal. Embora a estética sombria da banda tenha contribuído para sua associação com a cena gótica, Amy Lee argumenta que suas referências sempre estiveram mais ligadas ao rock alternativo do que ao universo tradicionalmente relacionado ao gênero.
Amy Lee questiona rótulo que marcou a carreira do Evanescence
Durante a entrevista, Amy Lee foi direta ao abordar a forma como o Evanescence foi rotulado ao longo dos anos. Segundo a cantora, o termo “gótico” nunca representou adequadamente a identidade artística da banda. Ela relembrou que, quando o grupo ganhou projeção internacional em 2003, sua conexão era muito maior com o rock alternativo do que com qualquer movimento ligado ao gothic metal.
Ao longo das últimas décadas, o rótulo de “gótico” foi frequentemente utilizado para descrever artistas cuja estética transmitia melancolia, dramaticidade ou um imaginário sombrio, mesmo quando suas referências musicais estavam ligadas a outros gêneros. O Evanescence se tornou um dos exemplos mais conhecidos desse fenômeno.
Amy também comentou que não é particularmente fã da expressão “nu metal”, embora considere esse rótulo menos incômodo. Para ela, classificações fazem parte da indústria musical, mas não definem a trajetória criativa de uma banda que passou por diversas transformações ao longo dos anos.
Amy Lee faz declaração em meio a nova fase do Evanescence
A fala de Amy Lee acontece em um momento de destaque para o Evanescence. O grupo acaba de lançar Sanctuary, seu sexto álbum de estúdio e o primeiro desde The Bitter Truth, de 2021. O trabalho marca uma nova etapa da banda, agora contando oficialmente com a baixista Emma Anzai em estúdio.
O debate sobre os rótulos também ganha força em meio ao ressurgimento do interesse pela cultura dos anos 2000. Impulsionado por plataformas como TikTok, playlists nostálgicas e festivais dedicados ao rock da virada do milênio, o Evanescence passou a alcançar uma nova geração de ouvintes que não vivenciou o auge comercial da banda. Ao mesmo tempo, clássicos como “Bring Me To Life”, “Going Under” e “My Immortal” continuam registrando números expressivos nas plataformas de streaming, evidenciando uma relevância que atravessa diferentes períodos e públicos.
Nesse contexto, a resistência de Amy Lee ao rótulo de “banda gótica” revela uma discussão que acompanha o Evanescence desde o início de sua carreira. Embora a classificação tenha ajudado a definir a percepção pública do grupo nos anos 2000, sua trajetória sempre foi marcada por influências mais amplas do que qualquer gênero específico. Com uma extensa turnê internacional prevista para os próximos meses e um novo álbum em circulação, a banda demonstra que continua encontrando espaço em diferentes gerações de ouvintes, algo raro para um nome surgido durante o auge do rock comercial da virada do milênio.
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