Andreas Kisser fala abertamente sobre maconha, eutanásia e liberdade individual em novo podcast
25 de fevereiro de 2026
O guitarrista do Sepultura, Andreas Kisser, voltou a se posicionar de forma direta sobre temas que ultrapassam o universo da música. Em entrevista ao podcast 100segredo, o músico falou abertamente sobre o uso de maconha, experiências com outras drogas e sua militância em defesa do direito à eutanásia.
Sem rodeios, Kisser afirmou que faz uso da erva desde a adolescência: “Eu gosto da maconha, eu sou maconheiro desde os 17 anos. E é uma coisa que sempre me ajudou, mano, sempre. Tanto fisicamente como mentalmente… A maconha é a maior vítima de fake news da história da humanidade.”
A declaração reforça uma postura que ele já demonstrava em outras ocasiões, mas desta vez de forma ainda mais explícita. O guitarrista também comentou que já experimentou outras drogas, como a cocaína, mas disse que “nunca curtiu a vibe”.
Debate sobre eutanásia
Além do tema das drogas, Andreas voltou a falar sobre um assunto que se tornou central em sua vida nos últimos anos: o direito à eutanásia. Desde a morte de sua esposa, Patrícia Kisser, vítima de câncer no cólon em 2022, o músico tem defendido publicamente a necessidade de ampliar o debate sobre o tema no Brasil.
No podcast, ele classificou o caso da esposa como um “clássico de eutanásia” e questionou a ausência de discussão pública sobre o direito de escolha em situações extremas: “Ela estava consciente, o corpo não funcionava mais e estava ali. Qual é o sentido? Por que eu não posso discutir isso? Por que é que a minha família foi privada disso? Quem que decide isso por mim? Quem que está decidindo isso por mim? Isso é um caso meu, dela. Quem decide a sua morte é você, não é o seu vizinho. Não é o padre, não é o político. É você, sacou? Então, a gente precisa falar disso. A gente precisa de educação de base.”
A fala evidencia uma postura que combina experiência pessoal com questionamento político e social.
Música e posicionamento
Conhecido por sua atuação à frente do Sepultura desde o final dos anos 1980, Andreas Kisser sempre transitou entre o heavy metal e debates mais amplos sobre sociedade, política e direitos individuais. Ao longo da carreira, o músico consolidou não apenas uma identidade sonora, mas também uma voz ativa fora dos palcos.
Em um cenário em que figuras do rock frequentemente se posicionam sobre questões sociais, Kisser segue usando sua visibilidade para provocar reflexão — seja sobre políticas de drogas, seja sobre autonomia individual em decisões de fim de vida.