Bruce Dickinson, vocalista do Iron Maiden, durante entrevista sobre seu novo álbum solo gravado no Studio 606

Bruce Dickinson promete som “pesado pra caramba” em novo álbum previsto para 2027 gravado no estúdio de Dave Grohl

10 de agosto de 2026

Pelo que Bruce Dickinson adiantou, o próximo disco pode revelar uma versão ainda mais pesada do vocalista do Iron Maiden.

Crédito da Foto: Reprodução/YouTube

Bruce Dickinson já está trabalhando no próximo capítulo de sua carreira solo. O vocalista do Iron Maiden confirmou que lançará um novo álbum em 2027, sucessor de The Mandrake Project, e adiantou que o disco terá uma sonoridade particularmente pesada.

O trabalho foi gravado entre janeiro e fevereiro de 2026 no Studio 606, complexo de gravação pertencente a Dave Grohl, em Northridge, na Califórnia. A produção ficou a cargo de Brendan Duffey, e o lançamento está previsto pela BMG.

Bruce Dickinson quer deixar ‘The Mandrake Project’ para trás

A principal diferença em relação ao trabalho anterior está na decisão de Bruce Dickinson de não transformar o novo álbum em uma continuação direta de The Mandrake Project. Em entrevista ao VSX, o cantor explicou que o próximo disco será essencialmente independente.

Segundo Dickinson, apenas uma das músicas possui alguma ligação com o universo conceitual de The Mandrake Project. O restante seguirá uma direção própria, deixando o projeto anterior continuar seu desenvolvimento principalmente no formato de história em quadrinhos.

A escolha faz sentido dentro da própria lógica da carreira solo do cantor. The Mandrake Project, lançado em 2024, foi concebido como um projeto multimídia que combinava o álbum com uma série de histórias em quadrinhos adultas dividida em 12 edições.

Agora, Dickinson pretende separar as duas obras e evitar que o novo disco fique preso à narrativa anterior.

Novo álbum de Bruce Dickinson será “pesado pra caramba”

Se há uma característica que Dickinson fez questão de antecipar, é o peso do material. Ao falar sobre o novo álbum, o vocalista foi direto ao descrevê-lo como “heavy as shit”, expressão que pode ser traduzida livremente como “pesado pra caramba”.

A declaração sugere uma abordagem mais agressiva para o sucessor de The Mandrake Project, embora ainda não existam detalhes públicos suficientes para definir exatamente como essa mudança aparecerá nas composições.

Dickinson também deixou claro que não pretende simplesmente repetir uma fórmula que já funcionou. Para ele, continuar compondo dentro de seu estilo não significa reproduzir a mesma sonoridade em todos os discos.

O cantor explicou que procura alterar nuances e perspectivas dentro de uma linguagem musical que continua reconhecível. A ideia é explorar diferentes lados de uma mesma identidade artística em vez de abandonar completamente aquilo que caracteriza seu trabalho.

Gravações aconteceram no Studio 606, de Dave Grohl

O novo álbum solo de Bruce Dickinson também chama atenção pelo local escolhido para as gravações.

O disco foi registrado no Studio 606, em Northridge, Los Angeles. O estúdio é associado a Dave Grohl e aos Foo Fighters e abriga parte importante da infraestrutura utilizada pelo grupo em suas próprias produções.

As sessões aconteceram durante janeiro e fevereiro de 2026, com Brendan Duffey responsável pela produção.

A escolha do estúdio adiciona um elemento particularmente interessante ao projeto, mas não significa que Grohl esteja envolvido na produção ou composição do álbum. Até o momento, as informações divulgadas apontam para Duffey como produtor do trabalho.

O que se sabe sobre o sucessor de The Mandrake Project

O novo disco será lançado em 2027 pela BMG, mas a gravadora e Dickinson ainda não divulgaram uma data específica, título, capa ou lista de faixas.

O álbum será o terceiro trabalho solo de estúdio do vocalista desde Tyranny Of Souls, de 2005. A espera entre os dois discos foi de quase duas décadas, enquanto o intervalo entre The Mandrake Project e seu sucessor será consideravelmente menor.

Essa mudança de ritmo também ocorre enquanto o Iron Maiden mantém uma agenda extensa com a Run For Your Lives World Tour. A banda tem compromissos internacionais ao longo de 2026, colocando Dickinson simultaneamente em uma fase intensa de sua carreira com o Maiden e em um período de produção solo.

Bruce Dickinson está entrando em uma fase mais produtiva na carreira solo

A sequência entre The Mandrake Project e o novo álbum indica uma frequência de produção inédita para Dickinson em sua carreira solo recente.

O cantor passou de um intervalo de quase 20 anos entre Tyranny Of Souls e The Mandrake Project para preparar dois discos em um período muito mais curto. A diferença não está apenas no calendário: os dois projetos também seguem propostas distintas.

The Mandrake Project nasceu associado a uma narrativa transmídia específica. O novo álbum, por sua vez, deverá funcionar como uma obra independente, com Dickinson buscando novas nuances dentro de sua própria linguagem musical.

Por enquanto, a informação mais concreta sobre o direcionamento é justamente a promessa de um disco mais pesado. O resultado poderá ser conhecido apenas quando a BMG e o cantor começarem a revelar oficialmente os detalhes do lançamento.

O novo álbum chega enquanto Iron Maiden vive um momento de mudanças

A movimentação solo de Bruce Dickinson acontece em paralelo a mudanças importantes envolvendo o Iron Maiden.

Em 2026, a banda vendeu 50% dos direitos relacionados às suas imagens e à sua música para a Pophouse Entertainment, empresa que passou a trabalhar com o catálogo e o legado de grandes artistas.

O Iron Maiden também está entre os nomes selecionados para o Rock & Roll Hall of Fame de 2026. Apesar da indicação, a banda afirmou que não pretende participar da cerimônia.

O contexto ajuda a dimensionar a fase atual de Dickinson: enquanto o Iron Maiden administra um catálogo de décadas e segue excursionando mundialmente, seu vocalista continua desenvolvendo material novo fora da banda.

Por enquanto, o próximo álbum solo de Bruce Dickinson tem três elementos confirmados: lançamento em 2027, gravações realizadas no Studio 606 e uma direção que o próprio cantor descreve como especialmente “pesada pra caramba”.

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