Como viver de música em Curitiba? Projeto mapeia a cena e debate soluções

22 de março de 2017

Idealizado por curitibanos, projeto GIG 444 reúne grandes nomes do mercado fonográfico e aposta na troca de conhecimentos para traçar o caminho das pedras

O caminho até o topo é longo e pedregoso para quem quer viver de música – já alertava Bon Scott, ex-vocalista do AC/DC, em 1975 – e não existe fórmula mágica. O projeto GIG 444, idealizado pelos artistas e movimentadores culturais curitibanos Caio Kim e Well Marques, aposta na troca de conhecimentos entre profissionais e diletantes para traçar coletivamente o caminho das pedras.

Reverberando em múltiplas plataformas – blog, podcast, audiovisual – a ideia consiste na produção e disseminação de diversos conteúdos relacionados ao mercado da música, onde artistas, técnicos, executivos e até mesmo profissionais da imprensa especializada trazem as suas visões a respeito dos desafios de se colocar uma banda na estrada (e no estúdio).

Na cena há mais de quinze anos, Well Marques (produtor cultural, músico e técnico de guitarras da banda O Rappa), conhece bem esses desafios: “O Caio me trouxe um projeto que se somou com a necessidade que via de organizar o mercado da música, mostrar para os técnicos e as bandas como as coisas funcionam para que eles não fiquem ‘batendo cabeça’, falem a mesma língua do mercado e não percam as oportunidades por não estarem preparados”, aponta.

Todo esse esforço colaborativo vai culminar na organização de um seminário web (webnário) gratuito – com um total de 27 palestras divididas em sete dias, ainda sem data definida – com o objetivo de mapear a situação do cenário local e nacional do mercado fonográfico, tanto os “gargalos” quanto experiências inspiradoras.

Entre os nomes já confirmados para o evento estão: Xandão (guitarrista d’O Rappa), o produtor musical e compositor Maycon Ananias, Leonardo Reis Magalhães (tour manager da Anitta e Latino) e “Magaiverzito” (produtor técnico do Planeta Atlântida), entre outros.

Caminhos na Música

A abrangência da proposta promete mostrar que a atuação no mercado musical pode se dar por diversos caminhos. Well Marques destaca que “muitos artistas têm a visão de que podem atuar apenas como músicos e acabam se descobrindo grandes técnicos.” “Um dos nossos objetivos é também demonstrar o quão plural o segmento pode ser, o quão abrangente é esse campo de atuação”, completa.

Curitiba sob os holofotes

Curitiba assume um papel de protagonista nessa iniciativa. Além de ser o berço do projeto, vai servir de locação para um documentário totalmente focado nas peculiaridades da cena local. Com a participação de nomes como Marcelo Archetti (participante da edição 2015 do The Voice Brasil), a produtora Rebeca Brack e a banda Trombone de Frutas, o filme vai chegar ao público no formato de uma websérie, dividido em áreas de interesse. Semanalmente, trechos vão sendo liberados através da página do projeto.

Quando perguntado a respeito do porquê da cena curitibana ser tão significativa para o projeto, Caio Kim – que já integrou bandas locais como Haullys e Hessex Alone – pondera: “vivendo a cena curitibana por mais de 15 anos, é possível ter um entendimento de onde estão os ‘buracos’, por que é tão raro que uma banda nascida aqui alcance o eixo Rio-São Paulo, e tenha a visibilidade que merece, e isso passa pela questão da colaboração, que fortalece o cenário”, reflete.

Mesmo quem não tem envolvimento direto com o mercado da música pode participar do projeto. Através do site oficial é possível fazer a inscrição para receber as atualizações da página, bem como receber o link da sala na web pelo qual será transmitido o seminário, que tem acesso gratuito, mas apenas para os inscritos.

Assista à chamada em vídeo de Xandão Meneses, da banda O Rappa:

Fonte

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Exemplo:
Artista: Neil Young
Música: Rockin' In The Free World
#Esse som é muito marcante pra mim porque foi o primeiro que rolou na minha programação.

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