Corey Taylor revisita suas maiores tretas no rock em participação no Hot Ones

8 de janeiro de 2026

Conhecido tanto pela intensidade vocal quanto pela franqueza fora dos palcos, Corey Taylor resolveu encarar um desafio diferente ao participar do programa Hot Ones. Em vez de disputar quem aguenta mais pimenta, o vocalista do Slipknot foi convidado a classificar artistas e bandas com quem já teve desentendimentos públicos ao longo da carreira. O resultado foi um retrato honesto de egos, ruídos de comunicação e maturidade conquistada com o tempo.

A proposta do quadro era simples: revisitar velhas rivalidades sem gritaria, com distância histórica e alguma autocrítica. Taylor topou. E falou.

3º lugar – Nickelback

A tensão entre Corey Taylor e o Nickelback vem desde 2017, quando Chad Kroeger ironizou o Stone Sour, projeto paralelo de Taylor, chamando o grupo de “Nickelback Light”. Na época, Kroeger também criticou o uso de máscaras e a postura agressiva do Slipknot, sugerindo que a música deveria existir sem “truques visuais”.

No Hot Ones, Taylor colocou o Nickelback no último lugar do ranking. Definiu a banda como um “eco musical”, mas sem descer ao ataque gratuito. Inclusive, admitiu gostar de algumas músicas, citando “How You Remind Me” como exemplo. Um julgamento duro, porém menos rancoroso do que se esperaria anos atrás.

2º lugar – Machine Gun Kelly

A treta com Machine Gun Kelly teve início quando Corey Taylor criticou artistas que, segundo ele, “fracassaram em um gênero e decidiram migrar para o rock”. A fala foi interpretada como indireta direta a MGK, que havia deixado o rap para investir no pop punk.

A resposta veio no palco: MGK ironizou Taylor, chamando-o de “um cara de 50 anos usando uma máscara estranha”. O conflito escalou quando o rapper afirmou que Corey teria enviado um verso “terrível” para uma colaboração no álbum Tickets to My Downfall. Taylor rebateu divulgando mensagens que indicavam outra versão da história, afirmando ter se retirado do projeto após receber orientações para soar como “Psychosocial”.

No ranking, MGK ficou em segundo lugar. Taylor reconheceu que, antes do episódio, respeitava o trabalho do músico e que o embate foi alimentado por egos e expectativas frustradas. Um caso clássico de desencontro criativo que virou espetáculo público.

1º lugar – Fred Durst

No topo da lista aparece Fred Durst, líder do Limp Bizkit. A rivalidade remonta ao início dos anos 2000, quando Durst descreveu fãs do Slipknot como “garotos gordos e feios”. Taylor respondeu à altura na época, defendendo seu público e questionando se Durst não estaria, indiretamente, atacando os próprios fãs.

Anos depois, ao revisitar o episódio, Corey adotou um tom mais ponderado. Admitiu que muitas de suas reações estavam ligadas à arrogância e ao clima competitivo da cena naquele período. Deixou claro que o problema nunca foi exatamente com o Limp Bizkit enquanto banda, mas com o que Fred Durst representava simbolicamente naquele momento.

Ainda assim, colocou Durst no primeiro lugar do ranking justamente por reconhecer o impacto real daquele conflito em sua trajetória.

Entre egos, palco e maturidade

A participação de Corey Taylor no Hot Ones não serviu para reacender rivalidades, mas para contextualizá-las. O vocalista mostrou que, com o tempo, até as tretas mais barulhentas ganham contornos mais humanos: orgulho, vaidade, insegurança e disputas de espaço que dizem tanto sobre a indústria quanto sobre quem sobrevive a ela.

Mais do que escolher “vencedores”, Taylor usou o espaço para reconhecer erros, relativizar discursos e lembrar que o rock sempre foi feito de confronto — mas também de aprendizado.

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