Covers que superaram as versões originais e entraram para a história do rock

2 de janeiro de 2026

Regravar uma música famosa é sempre um risco. Em alguns casos, porém, o cover não apenas funciona como ganha vida própria, supera a gravação original e redefine o destino da canção. Ao longo da história do rock e da música popular, alguns artistas conseguiram transformar composições alheias em marcos definitivos de suas carreiras — e, muitas vezes, da cultura pop como um todo.

A seguir, uma lista de covers que ultrapassaram o status de homenagem e se tornaram versões canônicas.

“I Love Rock ’n’ Roll” – Joan Jett & The Blackhearts

Gravada originalmente pela banda britânica The Arrows em 1975, a música passou quase despercebida até cair nas mãos de Joan Jett. Ela ouviu a canção enquanto estava em turnê pelo Reino Unido e decidiu regravá-la anos depois.

O resultado foi avassalador. Lançada em 1981, a versão de Joan Jett chegou ao 1º lugar da Billboard Hot 100, onde permaneceu por sete semanas consecutivas, tornando-se um dos maiores hinos do rock dos anos 80. Hoje, para grande parte do público, a música sequer é associada à gravação original.

“With a Little Help From My Friends” – Joe Cocker

A versão original dos The Beatles, cantada por Ringo Starr no álbum Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band (1967), já era um clássico. Ainda assim, Joe Cocker conseguiu transformar a canção em algo completamente diferente.

Lançada em 1968, sua releitura carregada de soul, emoção e intensidade ganhou projeção definitiva após a apresentação histórica no Woodstock. O próprio Paul McCartney, coautor da música ao lado de John Lennon, elogiou publicamente a versão, afirmando que Cocker havia transformado a faixa em um verdadeiro hino soul.

“Me and Bobby McGee” – Janis Joplin

Escrita por Kris Kristofferson e gravada inicialmente por Roger Miller em 1969, a canção teve várias versões até encontrar sua forma definitiva na voz de Janis Joplin.

Lançada postumamente em 1971, a interpretação de Janis alcançou o 1º lugar da Billboard Hot 100, tornando-se o maior sucesso comercial de sua carreira. A carga emocional da gravação fez com que a música fosse definitivamente associada à artista, eclipsando todas as versões anteriores.

“Killing Me Softly With His Song” – The Fugees

A música foi escrita por Charles Fox e gravada originalmente por Lori Lieberman em 1972. Em 1973, ganhou fama na voz de Roberta Flack, mas foi em 1996 que a canção alcançou uma nova geração.

A versão dos Fugees, liderada por Lauryn Hill, misturou soul, hip hop e R&B, transformando a faixa em um fenômeno global. O cover liderou paradas ao redor do mundo e se tornou um dos maiores sucessos dos anos 90, redefinindo completamente o legado da música.

“Whiskey in the Jar” – Thin Lizzy / Metallica

Neste caso, duas bandas dividiram o protagonismo. “Whiskey in the Jar” é uma canção folclórica irlandesa secular, registrada em diferentes versões ao longo do tempo. A primeira gravação popular moderna veio com The Dubliners, mas foi o Thin Lizzy, em 1973, que transformou a música em um clássico do rock.

Décadas depois, o Metallica regravou a faixa em 1998, inspirando-se diretamente na versão do Thin Lizzy. A releitura rendeu à banda um Grammy de Melhor Performance Hard Rock, consolidando a música como um raro caso de cover que atravessou gerações mantendo relevância.

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