Documentário sobre Linda Perry estreia nos cinemas. Veja o trailer

19 de fevereiro de 2026

“Eu não tinha a intenção de fazer um documentário. Talvez seja por isso que ele seja tão cru e emocionante.” Foi assim que Linda Perry definiu Linda Perry: Let It Die Here, filme que estreia nos cinemas de Nova York no dia 8 de maio. A produção mergulha na trajetória da artista indicada ao Grammy e revisita momentos decisivos de sua carreira como cantora, compositora e produtora.

Após a estreia em Nova York, o documentário chega a Los Angeles em 15 de maio. As duas primeiras exibições serão acompanhadas por sessão de perguntas e respostas e apresentação ao vivo da própria Perry. O lançamento amplo nos cinemas está previsto para 19 de maio.

Um retrato íntimo

Dirigido por Don Hardy, o filme foi gravado ao longo de vários anos e mostra uma fase pessoal intensa da artista. Segundo Perry, o fato de não ter pensado o projeto como um filme sobre si mesma permitiu um resultado mais honesto.

“Se eu soubesse que estava fazendo um filme sobre mim, provavelmente teria tentado controlar a narrativa”, afirmou à Billboard. “Don capturou um momento extremamente íntimo da minha vida e sou muito grata por ele ter feito isso. Embora este filme seja sobre mim, através da perspectiva dele, aprendi muito.”

O documentário acompanha sua jornada desde os tempos como vocalista do 4 Non Blondes, banda responsável pelo hit “What’s Up” (1993), até sua consolidação como uma das compositoras mais requisitadas do pop contemporâneo.

A história por trás de “Beautiful”

Um dos momentos mais emocionantes do filme é quando Perry relembra a criação de “Beautiful”, canção que se tornou um dos maiores sucessos de Christina Aguilera, alcançando o segundo lugar na Billboard Hot 100 em 2002.

No trecho exibido, Perry revela que inicialmente queria escrever uma música inspirada em David Bowie. Ao tocar os primeiros acordes, a composição surgiu quase de forma espontânea. Apesar de no documentário ela interpretar a faixa ao violão, a música foi originalmente escrita ao piano.

A artista conta que, ao revisitar a canção, chorou porque sentiu que não soava verdadeira ao interpretá-la como cantora principal. A decisão de entregar a música a Aguilera acabou sendo fundamental para que a balada se transformasse em um hino sobre autoestima e aceitação.

A força nos bastidores

Além de Aguilera, o documentário aborda o trabalho de Perry com nomes como Dolly Parton, P!nk, Adele, Miley Cyrus, Celine Dion, Alicia Keys, Gwen Stefani, The Chicks, Ariana Grande e Weezer, entre outros. Ao longo das décadas, ela construiu uma carreira sólida nos bastidores da indústria, assumindo o papel de mentora criativa e produtora de grandes vozes.

O filme estreou originalmente no Festival de Cinema de Tribeca em 2024, mas o segmento sobre “Beautiful” foi incluído posteriormente na versão que chega aos cinemas agora.

Um novo capítulo para o 4 Non Blondes

Paralelamente ao lançamento do documentário, Perry está trabalhando no primeiro álbum do 4 Non Blondes em mais de 30 anos. O disco será lançado pelo novo selo 670 Records, ligado à Kill Rock Stars, em parceria com a própria artista.

O grupo voltou aos holofotes recentemente quando “What’s Up” viralizou nas redes sociais em uma mistura com “Beez in the Trap”, de Nicki Minaj, mostrando que a força da música ainda ecoa entre diferentes gerações.

Linda Perry: Let It Die Here será lançado estrategicamente em mercados selecionados dos Estados Unidos e do Reino Unido, com expansão internacional em análise. A proposta é transformar cada sessão em uma experiência coletiva e especial para os fãs.

No trailer, Perry confessa: “Posso ser tantas coisas, mas a pessoa que menos quero ser sou eu mesma.” A frase resume o tom do documentário: uma artista que passou a vida ajudando outras vozes a brilharem e agora precisa encarar a própria história.

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