Editora gaúcha Belas Letras se destaca com alguns dos livros mais irresistivelmente roqueiros do mercado

28 de março de 2022

(Imagem: divulgação)

por Carlos Eduardo Oliveira

 

Está tudo lá: Kiss, AC/DC, the Who, Nirvana, Oasis, Beatles, Slash, Lemmy, Megadeth, Chili Peppers, Mötley Crüe, Jim Morrison, Ramones, Rush e por aí vai. Sem restrições, cabem todos os rocks na coqueteleira da Belas Letras. Selo literário de Caxias do Sul/RS, a editora tem se notabilizado por uma curadoria inspirada e certeira quando o assunto é seu catálogo instigante de escritos roqueiros que preenche importantes lacunas – cabem ainda nesse caldeirão boas doses de cultura pop. E vem mais por aí. “Não nos recusamos a publicar livros bons, e o rock é um segmento que vamos manter”, assinala Gustavo Guertler, CEO e publisher da editora-referência em literatura musical, fã de grunge, country e jazz, não necessariamente nessa ordem.

 Como surgiu a atuação da Editora Belas Letras nesse segmento editorial de rock e música?

Sempre fomos curiosos em entrar na música pela via do futebol. Em 2008, começamos com artistas que não necessariamente eram escritores, mas que tinham muita intimidade com a palavra. Criamos a coleção infantil Meu pequeno torcedor e chamamos alguns nomes para escrever sobre seus times. Entre eles, Humberto Gessinger, sobre o Grêmio, Nando Reis, sobre o São Paulo, Fernanda Abreu sobre o Vasco, e assim por diante. Disso resultou a biografia do Humberto Gessinger, e aí não paramos mais. Em 2012 tivemos um grande sucesso com a biografia do Nasi, do Ira! (A Ira de Nasi, de Alexandre Petillo e Mauro Beting), que virou best seller, seguido do livro do Ultraje a Rigor.

Quando começaram os livros de artistas e bandas internacionais?

Foi a partir dos nacionais. Creio que chamamos a atenção do mercado, e começaram a aparecer os contatos. O divisor de águas foi Ghost Rider: A estrada da cura, o livro do Neil Peart (N.E. – falecido baterista do Rush), de grande notoriedade. Aí fomos procurados pelos representantes do Paul Stanley, do Kiss, para lançar seu livro. E o mercado começou a se abrir. Viramos a casa da música, e o rock foi nossa primeira vitrine.

Quais são os cases de sucesso da editora, até aqui?

O livro do Nasi foi muito expressivo, o do Humberto Gessinger também. O do Neil Peart tem uma “cauda longa”, vende bem até hoje. O do Flea, do Red Hot Chili Peppers também foi muito forte, o do Anthony Kiedis, vocalista da banda, idem. Destaco também o livro de letras do Paul McCartney, um livro caro, de R$ 600, item de colecionador, que apesar do preço já está indo para a segunda tiragem. Agora, nada se compara ao livro comemorativo dos 25 da sitcom Friends. Foi uma catarse, não tenho números exatos, mas acho que foram 20 mil livros vendidos, um fenômeno. E é um livro caro, custa R$ 150.

Há incursões pelo metal, no catálogo?

Sim, lançamos um metal mais old shool, mais tradicional, clássico. Caso da biografia do Tony Iommi, do Black Sabbath, e um livro sobre o Iron Maiden. Há no mercado quem seja especializado em livros de metal e o faça bem, então não faz sentido competirmos. E acho legal, assim o segmento metal é cada vez mais difundido.

Em que outros segmentos a editora tem interesse?

Blues e jazz, por exemplo. São segmentos legais para nós. Em breve lançaremos a autobiografia do Miles Davis, e uma obra sobre o lendário bluesman Robert Johnson. MPB e jazz também nos interessam. Mas vamos manter o rock, notadamente o clássico. Por exemplo, em breve lançaremos o livro do manager dos Ramones, o cara que fez todos os shows deles, mas de dois mil. Não nos recusamos a publicar livros bons.

Pessoalmente falando, quais seus estilos de rock favoritos?

Sou dos clássicos, Queen, Led Zeppelin, Black Sabbath, entre outros. Mas sou cria dos anos 90, estão grunge ainda é muito presente no meu dia a dia, tendo o Nirvana como maior expoente. Simplesmente porque eu vivi isso. Também gosto muito do pós-grunge. Mas ouço de tudo, country, jazz. Só não ouço K-pop. Até fiz um exercício para ver se conseguia, mas não deu (risos). Não me encaixo.

hash track

Peça seu som e ouça no Hashtrack!

Exemplo:
Artista: Neil Young
Música: Rockin' In The Free World
#Esse som é muito marcante pra mim porque foi o primeiro que rolou na minha programação.

Aplicativo

Você pode ouvir a rádio Mundo Livre direto no seu smartphone.

Disponível no Google Play Disponível na App Store

2022 © Mundo Livre FM. Todos os direitos reservados.