GUNS’N’ROSES DE VOLTA AO BRASIL: O QUE ESPERAR DA NOVA TURNÊ
1 de abril de 2026
Por Carlos Eduardo Oliveira
Headliner da edição 2026 do Monsters of Rock Festival no próximo dia 04/04 em São Paulo, o GNR retorna ao Brasil menos de um ano após o ultimo pit stop por aqui, em outubro de 2025. A turnê, que começa em 01/04 em Porto Alegre, inclui datas insólitas como S. José do Rio Preto (SP), Campo Grande (MS) e Cariacica (ES). Também no roteiro, Salvador (15/02), Fortaleza (18/04), São Luís (21/04) e Belém (25/04).
(Cabe a pergunta: por que não na Pedreira, em Curitiba?)
>dos bastidores: experts em Guns afirmam que, quando da retomada do núcleo original da banda, anos atrás, o guitarrista Slash e o baixista Duff McKagan, fundadores do grupo, agora têm status de músicos contratados (pelo patrão Axl Rose)
>enérgicos, os shows de 2025 reafirmaram o grupo no seleto pódio dos headliners de grandes festivais mundo afora
>três horas de show, mais alguns minutos de lambuja: e não é que o GNR ainda segura a onda? Óbvio, nesse tempo, que em um momento ou outro o show “caia” um pouco – mas nada que comprometa o todo
>em boa forma física, Axl reinventou sua performance vocal, beeem melhor, atualmente – e mesmo sem o gás do passado, agita bastante, usando seu carisma – e troca o figurino incontáveis vezes
>mas paira um mistério: o que são os constantes “apagões” que seu microfone volta e meia sofre, e não se ouve nada?
>o show passa em revista praticamente toda a carreira da banda, incluindo Chinese Democracy (2008), do qual nenhum dos Guns originais, exceto Axl. participou
>após milhões de anos, Slash, enfim, mudou a manjada introdução de seu longo solo (o tema do filme O Poderoso Chefão)
>o músico segue sendo o protótipo do guitar hero, e um show à parte – sua atuação é hipnótica
>ainda assim, exagera na dose ao empilhar non stop milhões de notas similares, em vários momentos da apresentação
>Slash entra mudo e sai calado; já Duff, em boa forma, agita bastante e interage com o público, a quem chama carinhosamente de motherfuckers – de quebra, canta uma canção, via de regra, covers de bandas punk
>em 2025, as homenagens a Ozzy e ao Black Sabbath passaram praticamente batidas: no show de S. Paulo, por exemplo, pouca gente reconheceu “Sabbath Bloody Sabbath”, muito menos “Never Say Die” – a primeira permanece no atual setlist
>também estão mantidos os clássicos covers de Wings (“Live and Let Die”) e Bob Dylan (“Knockin’ on Heaven’s Door”)
>por fim, o que é aquele estranho moonwalking de Axl, correndo de ré pelo palco enquanto canta?