John Dolmayan, baterista do SOAD, se manifesta sobre morte do cão Orelha e cobra responsabilidade
30 de janeiro de 2026
O baterista John Dolmayan, do System Of A Down, usou suas redes sociais para comentar o caso do cachorro Orelha, que gerou forte comoção no Brasil nas últimas semanas. O músico publicou uma foto do animal em seu perfil no Instagram e escreveu uma mensagem extensa refletindo sobre violência, responsabilidade e a necessidade de ensinar empatia.
Orelha era um cão comunitário que vivia na região da Praia Brava, em Florianópolis. Ele foi brutalmente agredido por um grupo de adolescentes e, devido à gravidade dos ferimentos, acabou submetido à eutanásia. A Polícia Civil de Santa Catarina informou que quatro adolescentes já foram identificados como suspeitos do crime, que segue sendo investigado.
Uma reação que ultrapassa a indignação
Na publicação, Dolmayan reconheceu a revolta pública diante do caso e classificou a raiva direcionada aos responsáveis como compreensível. Para o músico, no entanto, a resposta à violência não deve se limitar ao desejo de vingança. Ele direcionou parte de sua fala aos pais dos adolescentes envolvidos, defendendo que os jovens assumam as consequências de seus atos em vez de serem protegidos ou afastados da responsabilização legal.
O baterista destacou que a punição, quando acompanhada de aprendizado, pode ser um caminho para a construção de caráter. Em sua visão, ensinar empatia e respeito é essencial para lidar com indivíduos que demonstram ausência desses valores. Dolmayan também ressaltou que assumir erros faz parte do processo de amadurecimento e que ninguém está irremediavelmente condenado, desde que haja disposição real para mudança.
Violência contra animais e debate público
A manifestação do músico se soma a uma série de posicionamentos de artistas, ativistas e organizações de defesa animal que vêm cobrando respostas mais firmes para crimes de maus-tratos no Brasil. Casos como o de Orelha reacendem o debate sobre educação emocional, responsabilidade familiar e a eficácia das punições previstas na legislação.
A Lei de Crimes Ambientais prevê penas mais severas para maus-tratos contra cães e gatos, incluindo reclusão, mas especialistas apontam que a prevenção passa também por formação ética e social desde a infância. Ao trazer o tema para um público global, a fala de John Dolmayan amplia o alcance da discussão e reforça que a violência contra animais não é um problema isolado ou culturalmente restrito, mas uma questão humana que exige reflexão profunda e ações concretas.