Kelly Osbourne detona Dee Snider após comentário sobre Ozzy: “Desesperado”
17 de agosto de 2026
Filha de Ozzy Osbourne reage às declarações do vocalista do Twisted Sister sobre os créditos das músicas do cantor e o acusa de tentar chamar atenção ao questionar seu legado.
Crédito da Foto: Reprodução/Instagram
A discussão sobre quem escreveu as músicas de Ozzy Osbourne ganhou uma nova dimensão nesta semana. Dee Snider, vocalista do Twisted Sister, questionou publicamente a participação de Ozzy na criação das letras de sua carreira, citando nomes como Geezer Butler, Bob Daisley e Lemmy Kilmister. A declaração provocou uma reação contundente de Kelly Osbourne, filha do cantor, que acusou Snider de tentar diminuir o legado do pai justamente depois de sua morte.
A controvérsia, porém, não nasceu de uma informação completamente nova. A participação de outros músicos nas composições de Black Sabbath e nos primeiros álbuns solo de Ozzy é documentada há décadas. O que reacendeu a discussão foi a forma como Snider apresentou o assunto e, principalmente, o momento escolhido para fazê-lo. Ozzy morreu em julho de 2025, aos 76 anos, depois de uma carreira de quase seis décadas.
“Ozzy sempre teve baixistas escrevendo suas letras. Geezer Butler escreveu todas as letras do Black Sabbath. Bob Daisley escreveu as letras dos dois primeiros álbuns solo (…) e Lemmy Kilmister também escreveu letras”, afirmou Snider no X.
And again. To be clear, I HAVE NOTHING BUT LOVE FOR OZZY. He was always lovely to me. @BlackSabbath changed my life! As a songwriter I can be a little touchy about credit and royalties. https://t.co/ZUlgFO4g0j
— Dee Snider🇺🇸🎤 (@deesnider) August 14, 2026
O que Dee Snider disse sobre Ozzy Osbourne
Snider retomou uma questão conhecida nos bastidores da carreira de Ozzy Osbourne. Geezer Butler já explicou que escrevia grande parte das letras do Black Sabbath, enquanto Ozzy trabalhava principalmente nas melodias vocais. Na carreira solo, Bob Daisley também reivindicou participação significativa nas letras de Blizzard of Ozz e Diary of a Madman.
A afirmação de Snider, portanto, parte de uma discussão real sobre autoria, mas foi interpretada por Kelly como uma tentativa de diminuir a importância artística de seu pai.
Kelly Osbourne reage e questiona o legado de Dee Snider
A resposta de Kelly Osbourne foi direta. Primeiro, ela defendeu o legado do pai como músico, compositor, cantor e líder de banda. Depois, criticou Snider por questionar as realizações de Ozzy após sua morte.
Ao mencionar We’re Not Gonna Take It, sucesso do Twisted Sister lançado em 1984, Kelly escreveu:
“Seu último sucesso, para não revelar minha idade, foi no ano em que nasci, há mais de 40 anos.”
Em seguida, acusou o vocalista de tentar conseguir atenção às custas do pai:
“É de uma falta de classe impressionante ver Dee Snider tentando diminuir meu pai, Ozzy Osbourne, e tudo o que ele foi capaz de fazer e conquistar, agora que ele não está mais aqui para responder às acusações.”
Kelly também comparou as trajetórias dos dois músicos e afirmou que o catálogo e a influência de Ozzy continuam relevantes mundialmente. No trecho mais duro da publicação, escreveu:
“Apenas evidencia a enorme diferença entre os legados dos dois e mostra ainda mais como Snider se tornou irrelevante para a indústria da música e para a sociedade como um todo.”
Bob Daisley e a disputa pelos créditos
A história de Bob Daisley ajuda a explicar por que o comentário de Snider encontrou terreno para uma discussão mais ampla. O baixista trabalhou nos primeiros discos solo de Ozzy e, ao lado do baterista Lee Kerslake, contestou créditos e royalties relacionados a Blizzard of Ozz e Diary of a Madman.
A disputa se estendeu por anos e envolveu Don Arden, a Jet Records e posteriormente Sharon Osbourne. Daisley sustentou que suas contribuições para as letras e para os discos não foram devidamente reconhecidas.
Por isso, existe uma diferença entre reconhecer a participação decisiva de colaboradores e afirmar que Ozzy não tinha contribuição criativa. A produção do cantor foi marcada por parcerias, e sua identidade artística também estava ligada à voz, às melodias, à interpretação e à maneira como transformava essas composições em gravações reconhecidas mundialmente.
Dee Snider esclarece os comentários sobre Ozzy
Após a reação de Kelly, Dee Snider afirmou que não tinha intenção de atacar pessoalmente Ozzy. Em nova publicação, escreveu:
“Eu não sinto nada além de amor pelo Ozzy. Ele sempre foi adorável comigo. O Black Sabbath mudou minha vida! Como compositor, posso ser um pouco sensível sobre créditos e royalties.”
Em seguida, reforçou a admiração pelo cantor e afirmou que a discussão sobre autoria não altera sua importância histórica:
“O saudoso e grandioso Ozzy Osbourne foi um deus do metal, um ícone, uma lenda, alguém que mudou tudo e um cara realmente incrível.”
A resposta amenizou o tom pessoal da disputa, mas não apagou a discussão sobre os créditos de composição. O episódio acabou colocando novamente em evidência uma questão antiga do rock: onde termina a autoria individual e começa a criação coletiva de uma banda ou de um artista solo?