Led Zeppelin: o álbum de estreia de um grupo perfeito para o seu tempo

12 de janeiro de 2022

Em 12 de janeiro de 1969, o mundo conheceu o Led Zeppelin.

Depois de alguns shows no ano anterior ainda com a alcunha the New Yardbirds, foi em seu álbum de estreia que o grupo mostrou a que veio. E deixou claro, de cara, como era um grupo perfeito para a época.

O Led não gostava de singles. Queria que seus discos fossem o veículo principal onde se mostrariam ao público.

O Led gostava de blues. Blues pesado. Pegava referências do folk, do rhythm & blues americano, e as misturava ao som previamente mostrado pelo Cream e pelo Jeff Beck Group na terra da Rainha. Mas não se limitava meramente e juntar elementos: capitaneado e produzido por Jimmy Page, o conjunto aperfeiçoava o que pintasse no caminho. Muitas vezes, soava próximo (até demais) das referências que pegava. Porém, sempre fazia alguma coisinha diferente. Incluía um temperinho extra, um peso a mais, que tanto cativariam as massas quando o grupo enfim explodisse, meses adiante.

O Led não queria ser apenas um na multidão. Se o cenário da música britânica incluía vários artistas tecnicamente brilhantes, a banda tinha que ter feras em todas – TODAS – as posições. Na bateria? John Bonham. No baixo? John Paul Jones, arranjador de mão cheia. Na guitarra? Page, que tocara em inúmeras gravações de estúdio do mundo pop da década de 1960. Na voz? Robert Plant, o cara que mudaria para sempre a verve dos frontmen roqueiros.

O Led gostava de grandes plateias. A mistura sonora iniciada no álbum Led Zeppelin seria aperfeiçoada no lançamento seguinte, Led Zeppelin II. E dali por diante, os caras virariam um sucesso comercial tremendo, atraindo e cativando cada vez mais gente nos shows. Shows famosos – tanto pela qualidade, quanto pelos excessos. Excessos que, a bem da verdade, condiziam e muito com a estética do período, quando era até esperado que os musicistas se comportassem como deuses, que tudo podiam.

O Led…

Bem, o Led era o Led. E começou a ser Led com um LP pé na porta.

Um LP que atingia o ouvinte em cheio, como um dirigível inapelável, inescapável aos olhos – e principalmente aos ouvidos.

Um LP que mostrava que a banda que o lançou não estava para brincadeira.

Um LP chamado – pura, simples e muito apropriadamente –

Led Zeppelin.

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Exemplo:
Artista: Neil Young
Música: Rockin' In The Free World
#Esse som é muito marcante pra mim porque foi o primeiro que rolou na minha programação.

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