Médicos que atendem nas UPAs e em dois hospitais de Curitiba entram em greve

27 de julho de 2017

Médicos das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Curitiba entram em greve a partir desta quinta-feira (27). Com isso, pacientes com consultas e cirurgias eletivas podem ficar sem atendimento. Mas, como se trata de um serviço de urgência e emergência, pelo menos 60% dos médicos devem seguir trabalhando, de acordo com o Sindicato dos Médicos do Paraná (Simepar). A paralisação é por indeterminado.

Além das UPAs, o atendimento deve ser afetado no Hospital do Idoso, na Maternidade Bairro Novo e nos Centros de Atenção Psicossocial de Curitica (Caps). De acordo com o Simepar, a paralisação foi marcada devido à falta de acordo salarial com a Fundação Estatal de Assistência Especializada em Saúde de Curitiba (Feaes).

A solicitação inicial da classe foi de 10% e, durante as negociações, caiu para 4,5%. No entanto, não houve acordo. “Nós aceitaríamos os 4,5% que é apenas a reposição da inflação somado ao ganho real de 1% porque sabemos qual é o cenário econômico atual. Só que eles nos ofereceram 3% e ainda voltaram atrás nessa proposta, nos pegando de surpresa”, afirmou Claudia Paola Carrasco Aguilar, diretora do sindicato. Com isso, a classe decidiu protestar até que o impasse salarial seja resolvido.

Segundo a prefeitura de Curitiba, a equipe de médicos contratados pela Fundação Estatal de Atenção Especializada em Saúde de Curitiba (Feaes-Curitiba) teve aumento real de 33,68% nos últimos quatro anos. “Com isso, a Feaes passou a ser a empregadora a remunerar a maior hora-médica de Curitiba e região. É também a instituição com mais médicos contratados na capital paranaense”, informou, em nota.

Ainda segundo a prefeitura, a paralisação causa estranheza à instituição, considerando o aumento já disponibilizado, o momento de crise que passa o país e os esforços feitos pelo município para rever e diminuir custos orçamentários, sem prejuízos à manutenção dos serviços oferecidos

A paralisação não afeta o atendimento nas unidades básicas de saúde, já que os médicos são estatutários. Os profissionais contratados pela Feaes são celetistas.

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