Michael Jackson domina Spotify e prova que seu catálogo segue mais vivo do que nunca
12 de maio de 2026
Cinebiografia impulsiona streams e coloca 14 músicas do cantor no chart global
Dezessete anos após sua morte, Michael Jackson voltou a ocupar o centro da cultura pop mundial. Na semana encerrada em 7 de maio de 2026, o artista colocou simultaneamente 14 músicas no chart global do Spotify e ultrapassou pela primeira vez a marca de 91 milhões de ouvintes mensais na plataforma.
Os números colocam o Rei do Pop lado a lado com os artistas mais ouvidos da atualidade e reforçam algo raro na música. Seu catálogo não funciona apenas como memória afetiva ou nostalgia. Ele continua operando como repertório ativo de consumo em massa.
Filme “Michael” impulsiona explosão nas plataformas
O principal combustível para esse crescimento foi a estreia de Michael, cinebiografia lançada nos cinemas em 24 de abril. Desde então, o interesse pela discografia do cantor disparou globalmente. Billie Jean lidera o movimento. A música alcançou a terceira posição global do Spotify com 37,6 milhões de streams semanais, atingindo o maior pico da faixa na história da plataforma.
Logo atrás, Beat It subiu para o sexto lugar com 29,1 milhões de reproduções. Já Don’t Stop ‘Til You Get Enough saltou dezenas de posições e chegou ao top 20 global.
Faixas menos óbvias também ressurgem
O mais impressionante, porém, talvez seja o desempenho de músicas que normalmente não aparecem entre os hits mais reproduzidos do cotidiano.
Human Nature entrou em forte ascensão, assim como Dirty Diana e Thriller, que voltou ao chart global mesmo após mais de quatro décadas de lançamento. Outras músicas como Smooth Criminal, Bad, They Don’t Care About Us e Remember The Time também figuraram entre as mais ouvidas do planeta.
Duas faixas chegaram ao chart global pela primeira vez. P.Y.T. (Pretty Young Thing) estreou no ranking, assim como Wanna Be Startin’ Somethin’. Até mesmo Chicago, lançada postumamente no álbum Xscape, apareceu entre as mais reproduzidas da semana.
Michael segue atravessando gerações
O impacto também apareceu nas paradas tradicionais. Nos Estados Unidos, Thriller retornou ao Top 5 da Billboard 200, enquanto Number Ones chegou ao sexto lugar. Com isso, Michael Jackson se tornou o único artista solo a manter pelo menos um álbum no Top 10 da Billboard em cada uma das últimas seis décadas.
O dado talvez explique melhor do que qualquer homenagem o tamanho desse legado. Poucos artistas conseguem permanecer relevantes após tanto tempo. Menos ainda conseguem voltar ao centro do debate cultural como se nunca tivessem saído dele.
No caso de Michael Jackson, a impressão é justamente essa. O catálogo não envelheceu. Apenas encontrou uma nova geração apertando play.