Sepultura lança “The Place” e apresenta primeira música inédita com Greyson Nekrutman
26 de fevereiro de 2026
O Sepultura finalmente apresentou ao público o resultado das gravações com seu novo baterista, Greyson Nekrutman. Em meio à turnê de despedida Celebrating Life Through Death, a banda mineira lançou o single “The Place”, marcando a estreia oficial da atual formação em material inédito.
A música mostra uma abordagem que amplia o repertório sonoro do grupo. Sem abandonar a base pesada que consolidou o nome do Sepultura no cenário internacional, “The Place” aposta em dinâmicas diferentes, explorando nuances rítmicas e texturas que dialogam com o perfil de Nekrutman — músico que ganhou notoriedade como baterista de jazz antes de ingressar na banda.
Novos caminhos em meio à despedida
Desde a entrada de Greyson, em 2024, os integrantes já sinalizavam que a parceria poderia render algo além da estrada. O guitarrista Andreas Kisser chegou a comentar, no ano passado, sobre a possibilidade de experimentar formatos pouco comuns na trajetória do grupo, incluindo a ideia de trabalhar uma balada.
“Tentamos algumas vezes, mas nunca foi. Nós iríamos compor, mas estou pensando em alguns parceiros. Meio segredo ainda. Conhecemos muita gente, que vão para a coisa mais simples, só que colocadas no lugar certo. Por que não, né? Esse pequeno EP de estúdio seria para celebrar e curtir as possibilidades. Seria um desperdício não aproveitar isso”, afirmou à época.
O baixista Paulo Jr. também destacou a liberdade criativa trazida pelo novo integrante:
“Fizemos algumas gravações novas com o Greyson, e soa incrível. É uma abordagem totalmente diferente, tipo: ‘Não tente ser tanto Metal. Seja você mesmo. Seja um músico de Jazz. Tente trazer seu próprio estilo para o Metal e você vai voar alto, cara.’ Porque ele é incrível.”
Um capítulo novo no fim de ciclo
A turnê Celebrating Life Through Death marca o encerramento das atividades do Sepultura após mais de quatro décadas de carreira. Nesse contexto, o lançamento de “The Place” funciona quase como uma síntese do momento: olhar para frente enquanto se revisita o próprio legado.
Formado em Belo Horizonte nos anos 1980, o Sepultura atravessou diferentes fases sonoras, do thrash metal ao groove, incorporando elementos de música brasileira e experimentações rítmicas ao longo do caminho. A chegada de um baterista com formação ligada ao jazz adiciona mais uma camada a essa história.