Sharon Osbourne rebate críticas sobre avatar de IA de Ozzy: “Não preciso do dinheiro de vocês”
8 de junho de 2026
Família Osbourne defende projeto baseado em inteligência artificial e afirma que iniciativa busca preservar o legado do cantor para novas gerações.

As discussões sobre inteligência artificial chegaram ao universo do rock de forma definitiva. Desta vez, a polêmica envolve Sharon Osbourne, que respondeu publicamente às críticas direcionadas ao avatar de IA de Ozzy. Segundo ela, a proposta não tem motivação financeira, mas sim o objetivo de manter viva a presença cultural do eterno Príncipe das Trevas.
Durante participação em um vídeo publicado no canal da família Osbourne, Sharon contestou a reação negativa de parte dos fãs, que acusaram a iniciativa de explorar comercialmente a imagem do cantor após sua morte. A empresária argumentou que a tecnologia sempre transformou a forma como artistas são lembrados e consumidos pelo público, comparando a evolução da inteligência artificial às mudanças que já ocorreram na indústria musical ao longo das últimas décadas.
Avatar de IA de Ozzy reacende debate sobre tecnologia e legado artístico
Ao defender o projeto, Sharon afirmou que a família acompanha o desenvolvimento da ideia há aproximadamente uma década. Para ela, a tecnologia representa uma ferramenta capaz de ampliar o alcance do legado de Ozzy, especialmente entre novas gerações que não tiveram a oportunidade de acompanhar o auge de sua carreira nos anos 1970 e 1980.
A empresária também rejeitou a acusação de que estaria buscando lucro fácil com a imagem do marido. Em sua declaração, destacou que não precisa justificar a iniciativa ao público e afirmou conhecer melhor do que ninguém os desejos do cantor em relação à preservação de sua memória. Segundo Sharon, Ozzy frequentemente demonstrava curiosidade sobre quanto tempo permaneceria relevante após sua partida.
O tema evidencia uma discussão cada vez mais presente na indústria cultural. Nos últimos anos, artistas, gravadoras e empresas de tecnologia passaram a explorar recursos de inteligência artificial para recriar vozes, performances e experiências digitais de músicos já falecidos. Enquanto parte do público vê essas iniciativas como uma forma de homenagem, outra parcela questiona os limites éticos da prática.
Família Osbourne aposta em novas formas de preservar a memória do cantor
Outro ponto destacado por Sharon foi a preocupação em evitar usos considerados incompatíveis com a imagem construída por Ozzy ao longo da carreira. Em sua fala, ela descartou a possibilidade de utilizar o avatar para campanhas publicitárias que pudessem comprometer a reputação do artista, citando exemplos de anúncios comerciais que jamais seriam aprovados pela família.
A manifestação também contou com a participação de Jack Osbourne, reforçando a posição da família diante das críticas. Para os Osbourne, o projeto representa uma adaptação às transformações tecnológicas que já impactam diferentes setores do entretenimento.
O debate ocorre em um momento em que a inteligência artificial se tornou uma das principais pautas da indústria musical. Entre preocupações com direitos autorais e oportunidades de preservação histórica, iniciativas como a da família Osbourne mostram que o tema continuará dividindo opiniões. Independentemente das reações iniciais, o projeto reforça o esforço para manter a influência cultural de Ozzy viva em uma era cada vez mais digital.
Sharon Osbourne denies cash grab claims surrounding AI Ozzy Osbourne: “I don’t need your fucking money” https://t.co/vijDagZFx7 pic.twitter.com/rSzTJxBwmb
— Far Out Magazine (@FarOutMag) June 8, 2026
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