Tony Iommi explica por que nunca ficou sem riffs: “Se eu sentar com uma guitarra, vou criar um”
3 de agosto de 2026
O guitarrista do Black Sabbath afirma que compor continua sendo um processo natural mesmo após mais de cinco décadas e diz que a criatividade “está no sangue”.
Crédito da foto: Reprodução/YouTube/@planetrockradio
Poucos músicos podem dizer que ajudaram a criar um gênero musical inteiro. Ainda assim, Tony Iommi garante que seu processo criativo permanece surpreendentemente simples. Prestes a lançar From The Dark, seu primeiro álbum solo em 21 anos, o guitarrista revelou que continua encontrando novas ideias da mesma maneira que fazia nos primeiros ensaios do Black Sabbath.
Em entrevista à Planet Rock, Iommi afirmou que nunca precisou “forçar” a inspiração. Segundo ele, basta pegar uma guitarra para que um novo riff apareça naturalmente, algo que considera parte de sua própria personalidade como músico.
“Se eu sentar com uma guitarra, vou criar um riff”
Ao ser perguntado sobre o que ainda o inspira a escrever riffs depois de mais de 50 anos de carreira, Tony Iommi respondeu sem hesitar.
“Está no meu sangue. Não consigo evitar. Se eu sentar com uma guitarra, vou criar um riff.”
O músico acrescentou que esse hábito nunca deixou de fazer parte de sua rotina e que continua encontrando prazer justamente no ato de criar.
“Eu gosto de fazer isso. Acho que também faz bem para o cérebro. É praticamente a única coisa que sei fazer. Peça para eu fazer qualquer outra coisa e sou inútil. Mas criar é algo de que realmente gosto.”
A declaração ajuda a explicar por que, mesmo após décadas compondo alguns dos riffs mais influentes da história do rock, Iommi ainda encontra motivação para escrever material inédito.
O método continua exatamente o mesmo da época do Black Sabbath
Segundo Iommi, sua forma de compor mudou muito pouco desde os primeiros anos do Black Sabbath.
Ele relembrou que costumava aparecer nos ensaios com uma ideia de guitarra, enquanto os demais integrantes desenvolviam a música a partir daquele ponto inicial.
“Desde os primeiros dias do Sabbath, eu aparecia no ensaio com um riff. Os outros diziam: ‘Gostamos disso’. Então trabalhávamos em cima daquela ideia.”
Mais de cinco décadas depois, a lógica continua praticamente idêntica.
“Hoje é a mesma coisa. Toco alguma coisa, penso: ‘Gostei disso’. Então guardo aquele riff e começo a construir o restante da música.”
Para Iommi, essa espontaneidade é justamente o que mantém o processo criativo vivo.
Nem centenas de ideias antigas substituem um riff novo
Apesar de possuir um enorme arquivo de gravações acumuladas ao longo da carreira, o guitarrista revelou que raramente reaproveita esse material.
Segundo ele, existem dezenas de CDs, fitas e registros antigos com riffs nunca utilizados. O problema é que, sempre que tenta revisitar essas ideias, acaba compondo algo completamente novo.
Essa foi justamente a dinâmica durante a produção de From The Dark. Em vez de recorrer ao passado, o músico preferiu desenvolver composições inéditas ao lado do produtor Mike Exeter e do vocalista Jorn Lande, que escreveu as letras e melodias do álbum.
O resultado chega às plataformas no dia 23 de outubro, marcando o primeiro disco solo de Tony Iommi desde Fused, lançado em 2005.