Michael Jackson vira o maior artista dos Estados Unidos em 2026 e domina charts 17 anos após sua morte
19 de maio de 2026
Cinebiografia impulsiona explosão histórica de streams, vendas e execuções nas rádios
Dezessete anos após sua morte, Michael Jackson voltou oficialmente ao topo da indústria musical norte-americana. O Rei do Pop alcançou pela primeira vez o primeiro lugar da parada Billboard Artist 100, ranking que mede semanalmente os artistas mais populares dos Estados Unidos considerando streaming, execuções em rádio, vendas de músicas e álbuns.
O resultado acontece impulsionado pelo sucesso gigantesco da cinebiografia Michael, que reacendeu o interesse global pelo catálogo do artista.
Streams colocam Michael entre os maiores do planeta
Segundo dados da Luminate divulgados pela Billboard, o catálogo solo de Michael Jackson somou 161,2 milhões de streams oficiais sob demanda nos Estados Unidos durante a semana analisada. O número coloca o cantor atrás apenas de Drake e Morgan Wallen entre todos os artistas do país.
O impacto também aparece fora dos EUA. Nos últimos dias, Michael ultrapassou 91 milhões de ouvintes mensais no Spotify, rivalizando diretamente com os maiores nomes da música pop atual.
O maior destaque do ressurgimento é Billie Jean. A música alcançou o primeiro lugar da Billboard Global 200 pela primeira vez, tornando-se oficialmente a faixa mais ouvida do planeta nesta semana.
Outros clássicos também dispararam nas plataformas e charts globais, incluindo Beat It, Human Nature, Dirty Diana, Rock With You e Don’t Stop ‘Til You Get Enough.
Michael coloca seis músicas simultaneamente na Hot 100
O impacto da cinebiografia também levou Michael Jackson a um feito inédito na Billboard Hot 100.
O cantor emplacou simultaneamente seis músicas no ranking, o maior número da carreira.
Entre elas:
- “Billie Jean”
- “Human Nature”
- “Beat It”
- “Don’t Stop ’Til You Get Enough”
- “Dirty Diana”
- “Rock With You”
“Thriller” volta ao Top 5
Nos álbuns, o domínio também impressiona. Thriller retornou ao Top 5 da Billboard 200, enquanto Number Ones apareceu logo atrás. Outros discos clássicos também voltaram ao ranking, incluindo Off the Wall, Dangerous e Xscape.
Grande parte desse novo fenômeno vem diretamente do sucesso da cinebiografia Michael, que já se transformou em uma das maiores bilheterias do ano. O longa reacendeu discussões sobre a carreira, estética, dança, figurinos e principalmente sobre a força musical do catálogo de Michael Jackson.
O efeito acabou se espalhando também para The Jacksons, que retornaram ao Artist 100 graças ao aumento de buscas e reproduções relacionadas à trajetória do cantor.
Um catálogo que continua funcionando como música “nova”
Talvez o dado mais impressionante seja justamente esse: o catálogo de Michael Jackson hoje se comporta como o de um artista em plena atividade.
Quase duas décadas depois de sua morte, músicas lançadas entre os anos 70 e 80 voltaram ao centro da cultura pop global, dominando playlists, rádios, TikTok, charts e plataformas digitais como se tivessem acabado de ser lançadas.