Andreas Kisser do Sepultura comenta saída de Eloy Casagrande para o Slipknot

Andreas Kisser volta a comentar saída de Eloy Casagrande: “Havia muitas formas diferentes de lidar com isso”

10 de junho de 2026

Guitarrista do Sepultura afirma que ainda não compreende como o ex-baterista conduziu sua saída para o Slipknot às vésperas da turnê de despedida da banda.

Crédito: Reprodução

Pouco mais de dois anos após a saída de Eloy Casagrande, Andreas Kisser voltou a comentar um dos episódios mais discutidos da fase final do Sepultura. Em entrevista recente à revista Metal Hammer, o guitarrista afirmou que ainda não entende a forma como o baterista deixou o grupo em fevereiro de 2024, semanas antes do início da turnê de despedida Celebrating Life Through Death.

O caso marcou um dos momentos mais turbulentos da trajetória recente da banda. Considerado um dos bateristas mais respeitados do metal contemporâneo, Eloy integrou o Sepultura por mais de uma década antes de assumir a vaga deixada por Jay Weinberg no Slipknot. A mudança colocou o músico brasileiro em uma das maiores bandas do heavy metal mundial, mas também gerou desconforto entre seus antigos companheiros devido à maneira como a transição aconteceu.

Andreas Kisser questiona forma como Eloy Casagrande deixou o Sepultura

Durante a conversa com a Metal Hammer, Andreas relembrou que a saída do baterista aconteceu sem qualquer sinal prévio. Segundo o guitarrista, o grupo seguia discutindo detalhes da turnê e do repertório poucos dias antes do anúncio oficial.

A declaração reforça um sentimento que o músico já havia manifestado em outras entrevistas desde 2024. Embora reconheça a importância profissional da oportunidade recebida por Eloy no Slipknot, Andreas continua considerando que o processo poderia ter sido conduzido de forma diferente.

A situação ganhou ainda mais repercussão porque ocorreu justamente durante os preparativos da última turnê do Sepultura. Formada em 1984, a banda é uma das maiores representantes do metal brasileiro no exterior e decidiu encerrar suas atividades após quatro décadas de carreira, tornando qualquer mudança de formação nesse período especialmente significativa para os fãs.

Ao longo dos anos, o grupo passou por diversas transformações internas, incluindo a saída de integrantes históricos como Max e Igor Cavalera. Ainda assim, o episódio envolvendo Eloy chamou atenção pela proximidade com o início da excursão de despedida.

Saída de Eloy abriu espaço para uma nova fase da banda

Apesar das críticas ao processo, Andreas tem adotado um tom mais conciliador ao falar sobre o assunto nos últimos meses. O guitarrista já declarou que acredita que a mudança acabou sendo positiva para ambas as partes.

Enquanto Eloy passou a integrar o Slipknot em uma fase de renovação da banda americana, o Sepultura encontrou um novo impulso criativo com a chegada do baterista Greyson Nekrutman. Segundo Andreas, a energia trazida pelo músico influenciou diretamente a criação do EP The Cloud of Unknowing, lançado em 2025.

O momento atual do Sepultura segue marcado pela reta final de sua trajetória. A banda continua realizando apresentações da turnê de despedida ao redor do mundo e prepara o último show de sua história, programado para novembro, em São Paulo.

Mesmo após o desgaste causado pela saída de Eloy, Andreas já admitiu publicamente que considera interessante reunir ex-integrantes na apresentação derradeira. A possibilidade mantém aberta uma eventual participação do baterista no encerramento definitivo de uma das bandas mais importantes da história do metal brasileiro.

Com o fim do Sepultura cada vez mais próximo, a discussão sobre o legado da banda e seus diferentes ciclos continua mobilizando fãs de várias gerações. E, ao que tudo indica, a saída de Eloy Casagrande permanecerá como um dos capítulos mais debatidos desse processo de despedida.

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