Amy Lee do Evanescence durante a atual fase de divulgação do álbum Sanctuary

Amy Lee diz que Evanescence vive uma de suas fases mais especiais com o álbum ‘Sanctuary’

20 de agosto de 2026

Após mais de duas décadas de carreira, Amy Lee vê o novo álbum do Evanescence como uma fase de renovação artística, marcada por colaborações, grandes shows e uma relação ainda mais profunda com os fãs.

Crédito da Foto: Reprodução/YouTube/Evanescence – Fight Like A Girl

Aos 44 anos, prestes a completar 45, Amy Lee olha para o atual momento do Evanescence com uma perspectiva diferente daquela que tinha quando a banda surgiu nos anos 1990. O álbum Sanctuary, lançado em 5 de junho de 2026, colocou o grupo novamente entre os destaques das paradas de rock e abriu uma nova etapa de uma carreira que já atravessa mais de duas décadas.

Em entrevista à Billboard e ao The Guardian, Lee descreveu o período como um dos momentos mais positivos de sua trajetória. O sucesso de Sanctuary, a repercussão das novas músicas e a atual turnê mundial fizeram a cantora perceber que a relação construída ao longo dos anos entre a banda e seu público ganhou uma dimensão diferente.

Para ela, a fase atual representa uma combinação entre a história acumulada pelo Evanescence e a liberdade de experimentar novas ideias.

Por que ‘Sanctuary’ representa uma nova fase para Amy Lee

O sexto álbum de estúdio do Evanescence estreou no Top 10 das paradas Top Rock Albums e Independent Albums da Billboard. O disco também reúne Who Will You Follow e Afterlife, que se tornaram os primeiros singles da banda a alcançar o primeiro lugar na parada Mainstream Rock Airplay.

O desempenho comercial é relevante, mas Lee parece mais interessada no significado pessoal desse momento. Segundo a cantora, o disco chegou em uma fase da vida em que ela já não sente a mesma necessidade de provar o que o Evanescence é ou deveria ser.

A longevidade da banda mudou essa relação. O grupo surgiu em Little Rock, Arkansas, em 1994, e passou por mudanças de formação, períodos de pausa, projetos paralelos e transformações na indústria musical. Lee é atualmente a única integrante remanescente da formação original.

Ao longo desse percurso, o Evanescence vendeu mais de 32 milhões de álbuns e conquistou dois Grammys. Para a vocalista, entretanto, o aspecto mais importante agora é a conexão acumulada com quem acompanha a banda desde Fallen, lançado em 2003.

A própria Bring Me to Life, principal símbolo dessa primeira fase, ganhou novos significados com o passar do tempo.

A história por trás de “Bring Me to Life” mudou com o tempo

Em conversa com o The Guardian, Amy Lee revelou que escreveu Bring Me to Life aos 19 anos enquanto atravessava um relacionamento abusivo. A música também estava relacionada ao momento em que começou a se aproximar de seu atual marido.

Hoje, interpretar a faixa diante de grandes públicos produz uma reação diferente. Lee afirma sentir orgulho da jovem que escreveu a música e considera a performance uma forma de reconhecer tudo o que aquela composição representava naquele período.

A canção também ganhou uma segunda vida na cultura pop. Seu uso na segunda temporada de The Rehearsal, série de Nathan Fielder, surpreendeu a cantora, que descreveu a utilização como estranha e brilhante.

Para Lee, o alcance da música demonstra como uma composição pode ultrapassar a intenção original de seu autor. Depois de mais de 20 anos, Bring Me to Life deixou de pertencer apenas ao Evanescence e passou a ocupar um espaço próprio na memória de diferentes gerações de ouvintes.

Colaborações ajudaram a redefinir o som de Evanescence

Parte da identidade de Sanctuary nasceu justamente da disposição de Amy Lee para trabalhar com outros artistas e produtores.

Afterlife começou como uma composição criada rapidamente para uma cena de Devil May Cry. O trabalho acabou evoluindo para uma música completa do Evanescence e serviu como ponto de partida para a direção do novo álbum.

O disco também contou com Nick Raskulinecz, produtor de The Bitter Truth, além de Jordan Fish e Zakk Cervini. Lee considera especialmente importante a colaboração com Fish e Cervini porque os dois cresceram ouvindo o Evanescence e chegaram ao estúdio carregando uma perspectiva de fãs.

Essa relação ajudou a banda a revisitar características de sua própria música que, segundo Lee, haviam ficado escondidas pela rotina de produzir, tocar e avaliar constantemente o próprio trabalho.

O resultado foi um álbum que mantém elementos reconhecíveis do Evanescence, mas permite à cantora experimentar caminhos que ela não sentia que poderia explorar anteriormente.

Amy Lee quer levar ‘Sanctuary’ além dos shows

A turnê de Sanctuary ainda está longe de terminar. Depois da primeira etapa norte-americana, o Evanescence inicia em 8 de setembro sua primeira turnê de arenas pelo Reino Unido e pela Europa.

A agenda também inclui apresentações nos Estados Unidos, o festival Sick New World Texas, uma apresentação em estádio na Malásia em novembro e shows no Japão em dezembro. Austrália e Nova Zelândia estão previstas para março de 2027, enquanto outras apresentações internacionais devem ser anunciadas para o próximo ano.

A cantora também já pensa em transformar a atual fase em algo que vá além dos palcos. Entre as ideias estão registrar a produção dos shows em filme e desenvolver videoclipes e outros projetos visuais relacionados às músicas de Sanctuary.

A próxima música, por enquanto, não parece ser prioridade. Lee diz que já gravou ideias em notas de voz porque se sente inspirada, mas acredita que ainda precisa viver mais tempo com o novo material antes de começar outro álbum.

Essa espera também representa uma mudança em sua maneira de criar. Depois de anos deixando ideias amadurecerem por longos períodos, a cantora pretende agir mais rapidamente quando uma composição surgir.

A sensação, neste momento, é de continuidade. O Evanescence não precisa abandonar o passado para avançar, mas também não parece interessado em reproduzi-lo.

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