Ex-baterista do AC/DC, Chris Slade se aposenta aos 79 anos após sequelas de AVC
24 de agosto de 2026
Músico de 79 anos encerra carreira após efeitos de um AVC e uma recente lesão nas costelas.
Crédito da Foto: Reprodução/Facebook
Chris Slade se aposenta aos 79 anos após mais de seis décadas de carreira. O ex-baterista do AC/DC anunciou a decisão em um vídeo publicado nas redes sociais no último sábado, 22 de agosto.
Slade começou a tocar aos 16 anos, acompanhando Tom Jones, e posteriormente trabalhou com Manfred Mann’s Earth Band, The Firm, Uriah Heep, Asia e David Gilmour. Nos últimos anos, seguia se apresentando com sua própria banda, The Chris Slade Timeline.
A aposentadoria ocorre após o agravamento das sequelas de um AVC sofrido há cerca de sete anos. Em julho, uma queda durante uma viagem à Itália também causou uma lesão nas costelas e levou ao cancelamento de uma apresentação.
Por que Chris Slade decidiu se aposentar da bateria?
A decisão de Chris Slade de se aposentar da bateria está diretamente ligada às limitações físicas que o músico passou a enfrentar.
No vídeo, Slade explicou que sofreu um AVC considerado inicialmente leve cerca de sete anos atrás. Com o tempo, porém, os efeitos do problema se agravaram.
“O que aconteceu foi que tive um derrame, como vocês provavelmente sabem, há cerca de sete anos, um derrame leve, mas que acabou piorando. E temo que isso tenha me prejudicado”, afirmou.
A situação ficou ainda mais complicada em julho, quando o baterista caiu durante uma viagem à Itália e machucou as costelas. O acidente fez com que ele cancelasse uma apresentação da The Chris Slade Timeline no festival Brudstock.
Na ocasião, Slade explicou que não conseguia sequer segurar as baquetas. O episódio representou o primeiro cancelamento de um show da banda em 15 anos.
A combinação entre as sequelas do AVC e as dificuldades físicas recentes acabou tornando inviável a continuidade dos shows.
Chris Slade queria seguir tocando aos 80 anos
A aposentadoria não aconteceu por falta de vontade de continuar. Slade afirmou que gostaria de permanecer na estrada durante os 80 anos e citou artistas veteranos que ainda seguem em atividade.
“Tenho muita inveja de pessoas como os Rolling Stones ou Paul McCartney, que continuam na ativa aos 80 e poucos anos, e eu queria fazer o mesmo. Mas parece que não vou conseguir”, declarou.
A frase resume o tom da despedida: Slade ainda queria tocar, mas reconheceu que suas condições físicas não permitem mais.
Ao anunciar a decisão, o músico também agradeceu aos fãs e aos integrantes de sua banda pelos últimos shows. Apesar de deixar os palcos, ele pretende continuar publicando conteúdos ocasionalmente nas redes sociais da The Chris Slade Timeline.
“É com pesar que anuncio minha aposentadoria como baterista. Estou chegando aos 80 anos”, disse Slade.
A declaração encerra sua atividade como baterista profissional, mas não necessariamente sua relação com a música. O músico ainda trabalha em uma autobiografia que começou a escrever há cerca de 20 anos.
A passagem de Chris Slade pelo AC/DC
Para muitos fãs, Chris Slade será lembrado principalmente pelo período em que ocupou a bateria do AC/DC.
O músico entrou para a banda em 1989, substituindo Simon Wright, e participou das gravações de The Razors Edge, lançado em 1990. O álbum trouxe sucessos como Thunderstruck e Moneytalks e foi acompanhado por uma extensa turnê mundial.
Slade permaneceu no grupo até 1994, quando Phil Rudd retornou à formação. Mais de duas décadas depois, voltou temporariamente ao AC/DC em 2015, durante a turnê de Rock or Bust.
Sua carreira, porém, começou muito antes do AC/DC. Ainda aos 16 anos, trabalhou com Tom Jones. Ao longo das décadas seguintes, também tocou com Manfred Mann’s Earth Band, The Firm, Uriah Heep, Asia e David Gilmour, entre outros artistas.
Agora, aos 79 anos, Slade encerra uma trajetória profissional de aproximadamente seis décadas. A autobiografia pode ser uma das formas encontradas pelo músico para registrar essa história.
Em entrevista ao Dr. Music em 2024, ele revelou que o livro estava praticamente pronto e que poderia chegar a três volumes.
“Eu queria escrever sozinho, com minhas próprias palavras”, explicou na ocasião.