Billy Gibbons se apresenta com a ZZ Top no palco durante show em 2026

ZZ Top volta aos palcos após morte de Frank Beard em show marcado por homenagem

24 de agosto de 2026

Banda texana retomou a turnê em Austin poucos dias após a morte do baterista que esteve no grupo por mais de cinco décadas; Michael Monahan assumiu a bateria no primeiro show.

Crédito da Foto: Reprodução/Instagram

A ZZ Top voltou aos palcos neste sábado, 22 de agosto, pela primeira vez desde a morte de Frank Beard, baterista e integrante da banda desde sua formação. O retorno aconteceu no Moody Theater, em Austin, Texas, cidade que tinha uma relação especial com o músico e que também serviu como ponto de partida para a retomada da atual The Big One! Tour.

Beard morreu aos 77 anos em 17 de agosto. Após a notícia, a banda cancelou os shows previstos para Salt Lake City, em 18 de agosto, e Colorado Springs, no dia seguinte. Cinco dias depois, Billy Gibbons e Elwood Francis voltaram ao palco com Michael Monahan na bateria.

O primeiro show da ZZ Top sem Frank Beard

O retorno da ZZ Top ganhou um peso particular pela proximidade entre a morte de Beard e a apresentação em Austin. O baterista esteve ligado ao grupo durante mais de 50 anos e, nos últimos anos, já havia sido substituído pontualmente por Monahan e pelo técnico de bateria John Douglas enquanto enfrentava problemas de saúde.

Monahan foi quem ocupou a bateria no show de sábado. A escolha não representa uma novidade completa para a banda: ele já vinha assumindo a função em apresentações anteriores, o que tornou a transição menos abrupta no momento em que a ZZ Top decidiu continuar a turnê.

Durante a apresentação, Billy Gibbons mencionou Beard apenas uma vez, na apresentação dos integrantes após a primeira música. O guitarrista contou ao público que o próprio baterista havia pedido anteriormente para que Monahan assumisse seu lugar.

Gibbons relembrou a conversa com humor, citando Beard ao dizer que seu pé responsável pelo bumbo estava ficando fraco. Segundo o relato, o baterista teria respondido que o bom desempenho de Monahan era justamente o que o preocupava.

Na sequência, Gibbons mudou o tom da homenagem e resumiu a postura adotada pela banda diante da perda: “Estamos todos aqui para uma celebração”. Em vez de transformar o primeiro show sem Beard em uma cerimônia, a ZZ Top optou por manter a apresentação dentro da lógica de um concerto de rock.

A ZZ Top já passou por uma situação semelhante

A decisão de voltar rapidamente aos palcos também tem um precedente recente na história da ZZ Top. Em 2021, a banda perdeu Dusty Hill, baixista que havia formado a dupla de base rítmica com Beard durante décadas.

Na ocasião, Elwood Francis, que havia trabalhado como técnico de guitarra da banda por aproximadamente 20 anos, assumiu o baixo poucos dias depois da morte de Hill, aos 72 anos. A formação seguiu na estrada, mantendo a atividade do grupo mesmo diante da perda de um de seus integrantes históricos.

A situação atual apresenta uma diferença importante: Beard não era apenas o baterista da formação clássica, mas também o último integrante original ainda associado à seção rítmica da banda depois da morte de Hill. Com sua partida, Gibbons passa a ser o único membro remanescente da formação clássica do trio.

Por isso, o retorno de 22 de agosto representa mais do que a retomada de uma agenda interrompida. É também o primeiro teste público de como a ZZ Top seguirá funcionando depois da perda dos dois integrantes que, durante décadas, dividiram o palco com Gibbons.

O que acontece com a turnê da ZZ Top agora?

A The Big One! Tour continua prevista para os próximos meses. A ZZ Top permanece na estrada até outubro e, em novembro, segue para a América do Sul, onde tem shows programados, incluindo uma apresentação em Curitiba.

A banda ainda não confirmou oficialmente se Michael Monahan continuará como baterista durante todos os próximos shows. Por enquanto, sua presença mantém a turnê em andamento sem uma definição pública sobre a formação permanente da ZZ Top para essa nova fase.

A escolha também preserva uma característica que acompanhou o grupo desde a morte de Dusty Hill: a preferência por músicos que já conhecem internamente a operação da banda. Em vez de uma reformulação completa, a ZZ Top tem recorrido a profissionais que já estavam próximos do trio.

O primeiro show em Austin, portanto, estabeleceu o caminho imediato: seguir tocando, reconhecer a ausência de Frank Beard quando necessário e manter a identidade da banda em funcionamento. Para o público brasileiro, a questão agora é como essa nova formação chegará aos shows de novembro, incluindo a passagem por Curitiba.

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