Dexter and The Moonrocks durante ensaio de fotos

Dexter and The Moonrocks anuncia seu primeiro álbum, ‘Friends That I Don’t Like’, após sucesso de “Freakin’ Out”

19 de agosto de 2026

Uma das revelações do rock alternativo em 2026, a banda texana lançará seu primeiro álbum completo após “Freakin’ Out” chegar ao Top 50 da Billboard Hot 100 e acumular mais de 200 milhões de streams.

Crédito da Foto: Derek Hockemeyer

O Dexter and The Moonrocks vai lançar seu primeiro álbum completo, Friends That I Don’t Like, em 2 de outubro pela Severance Records em parceria com a Big Loud Rock. O anúncio acontece depois de uma sequência de resultados expressivos para o quarteto texano, impulsionada principalmente por “Freakin’ Out”, faixa que alcançou o topo das paradas de rádio alternativa e levou a banda pela primeira vez ao Billboard Hot 100.

A nova fase também marca a estreia televisiva do grupo. Em 20 de agosto, o Dexter and The Moonrocks fará sua primeira aparição em um programa de TV ao vivo no The Tonight Show Starring Jimmy Fallon, onde apresentará justamente “Freakin’ Out”. Antes disso, a banda revelou “It’s A Lot”, segundo aperitivo do álbum, acompanhada por um videoclipe.

“It’s A Lot” mostra o lado mais desgastado da ascensão da banda

Se “Freakin’ Out” colocou o Dexter and The Moonrocks no radar de um público muito maior, “It’s A Lot” apresenta uma perspectiva menos celebratória desse crescimento. A música parte da sensação de estar emocionalmente sobrecarregado diante de mudanças que chegam rápido demais.

Para o guitarrista Ryan Anderson, a faixa também reflete diretamente o último ano vivido pelo grupo. A banda passou de uma trajetória construída em pequenos bares do Texas para uma rotina de grandes palcos, sucessos virais, turnês e exposição nacional.

“É sobre o que o ouvinte precisar que seja”, afirmou Anderson sobre a interpretação de “It’s A Lot”. O músico acrescentou que, embora o crescimento seja motivo de gratidão, a dimensão alcançada pela banda pode ser difícil de processar para quatro músicos vindos de uma pequena cidade texana.

O videoclipe acompanha essa atmosfera ao explorar visualmente frustração, isolamento e exaustão emocional, funcionando como uma extensão do tema central da canção.

Novo álbum nasce da recusa em escolher um único gênero

Friends That I Don’t Like também deve aprofundar uma característica que acompanha o Dexter and The Moonrocks desde o início: a dificuldade de encaixar a banda em uma única categoria.

O baterista Fox descreveu essa indefinição como parte fundamental da identidade do grupo. Criados na cena musical do Texas, os quatro músicos cresceram cercados por expectativas distintas, mas acabaram desenvolvendo um repertório que passa por country, grunge, rock alternativo e southern rock.

A própria banda usa o termo “Western Space Grunge” para definir essa mistura. Em vez de tentar eliminar as contradições entre essas referências, o novo álbum parece assumir justamente essa combinação como ponto de partida.

“Somos country, grunge, alt rock, southern rock? Honestamente, quem se importa”, disse Fox.

O repertório já conhecido de Friends That I Don’t Like inclui, além de “It’s A Lot”, as faixas “If You Could Talk”, “12 Steps”, com participação do Treaty Oak Revival, e “Freakin’ Out”. A tracklist completa ainda será divulgada.

Capa do álbum

“Freakin’ Out” transformou a banda em fenômeno nacional

O momento atual do Dexter and The Moonrocks começou a ganhar outra dimensão com “Freakin’ Out”. A faixa passou três semanas consecutivas no primeiro lugar da Alt Radio e cinco semanas no topo da parada Alternative Airplay da Billboard.

A música também chegou ao Top 50 da Billboard Hot 100 e alcançou a 33ª posição da parada em sua ascensão inicial. Segundo a banda, a faixa já ultrapassou 200 milhões de streams globais e recebeu certificação de ouro da RIAA, tornando-se o primeiro lançamento do grupo a atingir esses marcos.

O crescimento é particularmente significativo porque aconteceu em pouco mais de cinco anos. O quarteto saiu de apresentações para menos de 50 pessoas em bares locais de Abilene, no Texas, para uma posição de destaque no circuito alternativo norte-americano.

A trajetória recente inclui ainda os EPs Happy to Be Here e Donkey Flats, lançados em 2025. Com “Freakin’ Out”, porém, a escala mudou: a banda chegou ao primeiro lugar da parada Emerging Artists da Billboard, ampliou sua audiência digital e passou a dividir palcos com nomes como Shinedown e Turnpike Troubadours.

Agora, Friends That I Don’t Like será o teste seguinte para um grupo que conseguiu crescer sem abandonar justamente a mistura estilística que inicialmente dificultava sua classificação.

O que vem depois do álbum

O lançamento de Friends That I Don’t Like chega em meio a uma agenda cada vez maior para o Dexter and The Moonrocks. A banda segue em uma turnê própria quase esgotada pelos Estados Unidos e também tem apresentações selecionadas ao lado de Shinedown e Turnpike Troubadours.

Nos próximos meses, o quarteto está confirmado no Rocklahoma, no Strummingbird Festival e no Austin City Limits. A combinação de festivais, turnês e exposição televisiva coloca o lançamento do álbum em um momento particularmente favorável.

A apresentação no The Tonight Show Starring Jimmy Fallon, em 20 de agosto, será a primeira aparição televisiva da banda e acontece justamente quando “Freakin’ Out” ainda permanece em alta nas paradas. A performance pode funcionar, portanto, como a primeira grande vitrine nacional para o próximo capítulo fonográfico do grupo.

Com Friends That I Don’t Like, o Dexter and The Moonrocks chega a um ponto em que a principal questão já não é descobrir em qual gênero a banda se encaixa. Depois de country, grunge, southern rock e rock alternativo coexistirem em sua trajetória, o desafio passa a ser transformar essa mistura em um álbum capaz de sustentar o crescimento conquistado por “Freakin’ Out”.

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