Jonathan Cain, do Journey, chama Bruce Springsteen de “velho amargo” e critica posicionamentos políticos
20 de julho de 2026
Tecladista afirmou que artistas deveriam evitar discursos políticos no palco e direcionou duras críticas a Bruce Springsteen durante participação em um podcast.

O tecladista e guitarrista Jonathan Cain, da banda Journey, criticou publicamente Bruce Springsteen ao comentar o envolvimento de artistas com política. Durante entrevista ao podcast The Complete Disaster Network, o músico afirmou que o cantor deveria “calar a boca” ao abordar temas políticos e o descreveu como “um velho amargo”.
As declarações surgem em um momento em que Springsteen tem intensificado seus posicionamentos públicos sobre a política dos Estados Unidos, especialmente em críticas ao presidente Donald Trump e em defesa do que define como “patriotismo crítico”. A fala de Cain reacende um debate recorrente sobre o papel de músicos e celebridades no debate público.
Jonathan Cain defende separação entre música e política
Ao comentar sua visão sobre o assunto, Jonathan Cain afirmou que prefere manter suas convicções políticas fora dos shows e acredita que essa postura contribui para unir diferentes públicos.
“Artistas como Bruce Springsteen deveriam simplesmente calar a boca. Façam a arte de vocês.”
Segundo o músico, artistas como Bruce Springsteen e o ator Robert De Niro deveriam concentrar seus esforços na produção artística, sem transformar apresentações em espaços para manifestações políticas.
“Nosso trabalho é unir as pessoas.”
Cain afirmou que evita dedicar parte de seus shows a discursos políticos e citou a capacidade de músicas como Don’t Stop Believin’ de reunir pessoas com diferentes posicionamentos ideológicos, mencionando também uma declaração de Paul McCartney sobre Hey Jude como exemplo desse papel agregador da música.
O integrante do Journey também comentou que lançou recentemente a faixa The Winds Of Freedom: A Salute To America, criada em homenagem aos 250 anos da independência dos Estados Unidos, reforçando sua identificação com um patriotismo conservador.
Críticas a Born In The U.S.A. e alinhamento conservador
Durante a entrevista, Cain voltou a mencionar Springsteen, afirmando que costumava admirar seu trabalho, mas que passou a considerá-lo “um velho amargo”.
“Ele se tornou um velho amargo e irritante. Pare com isso.”
O músico também fez referência ao clássico Born In The U.S.A., dizendo que a letra da canção representa uma crítica ao próprio país.
“Você nasceu nos Estados Unidos, não nasceu? Então aja como tal.”
Na conversa, ele declarou ainda que se considera um conservador convicto e afirmou que divide posições semelhantes com Kid Rock, dizendo que ambos representam uma minoria entre músicos de grande projeção que defendem publicamente esse posicionamento político.
As declarações também acompanham uma fase em que Cain tem lançado músicas com forte temática patriótica e religiosa, ampliando sua atuação para além do repertório tradicional do Journey.
Bruce Springsteen mantém críticas ao governo dos EUA
As falas de Jonathan Cain acontecem poucos dias após Bruce Springsteen voltar a defender a ideia de “patriotismo crítico” em um especial exibido pela PBS.
“Acredito que essa é a definição de um patriota: amar seu país a ponto de enxergá-lo com clareza, reconhecer suas falhas, incentivá-lo a ser melhor e carregar no coração o país que ainda pode existir.”
Na ocasião, o cantor afirmou que amar um país também significa reconhecer seus problemas e trabalhar para que ele evolua.
Nos últimos meses, Springsteen também lançou a música Streets Of Minneapolis, apresentada como um protesto contra ações do serviço de imigração norte-americano, e manteve críticas frequentes ao governo Donald Trump durante entrevistas e apresentações ao vivo.
Enquanto isso, o Journey segue sua turnê de despedida, que deve continuar até 2027, com novas datas na Europa e no Reino Unido previstas para serem anunciadas nos próximos meses.
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