Integrantes da banda brasileira Phantom Star em divulgação do novo projeto de heavy metal atmosférico

Phantom Star aposta em heavy metal atmosférico e prepara estreia em álbum com show em Curitiba

29 de maio de 2026

Banda brasileira mistura ficção científica, peso clássico e atmosfera épica enquanto amplia presença na cena metal nacional

Crédito: Divulgação

O cenário do heavy metal brasileiro ganhou nos últimos meses um novo nome voltado à tradição mais épica e atmosférica do gênero. A banda Phantom Star vem construindo espaço entre fãs do metal clássico com uma proposta que combina riffs pesados, teclados expansivos e referências diretas à ficção científica. Após lançar os singles “Touch Of A Curse” e “I Am The Storm”, o grupo agora concentra esforços na produção de seu álbum de estreia e em apresentações ao vivo de maior alcance.

Formada por músicos experientes da cena nacional, a Phantom Star aposta em uma estética que dialoga com nomes tradicionais do heavy metal melódico e progressivo dos anos 1980 e 1990. A influência de bandas como Savatage, Queensrÿche e Mercyful Fate aparece tanto na construção narrativa quanto nas atmosferas mais densas e dramáticas das composições.

Heavy metal atmosférico marca identidade da Phantom Star

Musicalmente, a Phantom Star trabalha uma sonoridade baseada no heavy metal tradicional, mas com forte presença de camadas melódicas e teclados atmosféricos. A entrada do tecladista Lucas Shred amplia essa proposta, aproximando o grupo de uma estética mais épica e espacial. O resultado remete ao metal conceitual que marcou parte da produção europeia e norte-americana do fim do século passado, mas com abordagem contemporânea.

Os singles lançados até agora ajudam a definir essa identidade. “Touch Of A Curse” investe em climas sombrios e refrões mais melódicos, enquanto “I Am The Storm” aposta em dinâmica mais agressiva e linhas vocais dramáticas. A produção evidencia preocupação com ambiência e narrativa sonora, algo cada vez menos comum em uma cena dominada por lançamentos rápidos e consumo fragmentado via streaming.

Visualmente, a banda também reforça essa proposta cósmica e cinematográfica. A temática ligada à ficção científica funciona como uma extensão da própria construção musical. Isso cria uma conexão direta com públicos que cresceram consumindo a cultura sci-fi dos anos 1980 e 1990, além de alcançar uma geração mais nova acostumada à linguagem visual das redes sociais e do conteúdo digital.

Phantom Star amplia presença ao vivo antes do álbum de estreia

Mesmo ainda em fase inicial de discografia, a Phantom Star já acumulou apresentações ao lado de nomes relevantes do hard rock e do heavy metal internacional, incluindo HammerFall, Vandenberg e Picture. A experiência de palco vem ajudando o grupo a consolidar reputação dentro da cena underground brasileira.

O próximo passo importante acontece em julho, quando a banda sobe ao palco da Ópera de Arame, em Curitiba, ao lado da banda Trovão e dos veteranos do Riot. O evento representa um dos maiores momentos da trajetória do grupo até agora e reforça o crescimento de sua visibilidade dentro do circuito nacional de metal.

Em paralelo, a banda também começa a fortalecer sua presença em plataformas digitais e streaming, algo essencial para grupos independentes que buscam alcançar públicos fora do Brasil. O álbum de estreia ainda não teve detalhes revelados, mas deve consolidar a identidade construída nos primeiros singles e ampliar a proposta épica apresentada até aqui.Com forte influência do heavy metal clássico, estética sci-fi e foco em construção atmosférica, a Phantom Star surge como um projeto alinhado à tradição do gênero, mas atento às novas formas de circulação musical e descoberta de bandas na era digital.

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