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A usina da capa de ‘Animals’, do Pink Floyd, agora vai receber shows em Londres

A usina da capa de ‘Animals’, do Pink Floyd, agora vai receber shows em Londres

23 de setembro de 2026
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Quase 50 anos depois de virar cenário de uma das capas mais famosas do rock, a Battersea Power Station ganhará uma casa de shows da Apple com capacidade para 600 pessoas.

Crédito: Reprodução

A usina que apareceu na capa de Animals, do Pink Floyd, em 1977, vai ganhar uma nova relação com a música. A Battersea Power Station, em Londres, receberá a partir de 28 de setembro o Apple Music Hall, espaço criado pela Apple para apresentações ao vivo, gravações e transmissões para o público de diferentes partes do mundo.

O local terá capacidade para 600 pessoas e foi projetado para receber shows de menor porte dentro do histórico edifício. A estrutura inclui um palco de 11,5 metros de largura, sistema de som espacial com 48 alto-falantes e mais de 16 câmeras.

A escolha do endereço chama atenção justamente pela história que o prédio carrega com o rock. Em Animals, lançado pelo Pink Floyd em 1977, a Battersea Power Station aparece na capa com um enorme porco inflável suspenso entre suas chaminés. A fotografia se tornou uma das imagens mais reconhecíveis da discografia da banda.

O conceito visual do álbum foi desenvolvido pelo Pink Floyd em colaboração com a Hipgnosis, equipe responsável por algumas das capas mais marcantes do grupo. A imagem da usina e do porco dialogava diretamente com a atmosfera e os temas de Animals, disco inspirado na estrutura de Animal Farm, de George Orwell, para abordar relações de poder e comportamento social.

Quase cinco décadas depois, o mesmo espaço passa a receber música de outra maneira. O Apple Music Hall funcionará tanto como casa de shows quanto como estúdio, com apresentações transmitidas ao vivo. Os ingressos para acompanhar os eventos presencialmente estarão disponíveis pelo site oficial do espaço.

Segundo Oliver Schusser, vice-presidente do Apple Music e de Conteúdo Internacional da Apple, a criação do Hall amplia o envolvimento da empresa com a música ao vivo. Em comunicado, ele relembrou iniciativas anteriores da companhia ligadas à música, como o iPod, o iTunes Music Festival e o próprio Apple Music.

A Battersea Power Station, portanto, passa a ocupar novamente um lugar ligado à música, mas por uma razão bem diferente daquela que a tornou parte do imaginário do rock nos anos 1970.

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