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Alanis Morissette acusa ex-gerente de chantagem com drogas para forçar contrato de 15 anos

Alanis Morissette acusa ex-gerente de chantagem com drogas para forçar contrato de 15 anos

2 de setembro de 2026
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Cantora afirma que Keren Urinov ameaçou atribuir a ela drogas encontradas em um aeroporto britânico caso não assinasse um acordo milionário de longa duração.

Crédito da Foto: Reprodução/YouTube

Alanis Morissette entrou com um processo contra sua ex-gerente de turnê, Keren Urinov, acusando-a de extorsão, fraude e declaração negligente. Segundo a ação, a profissional teria ameaçado envolver a cantora em uma investigação sobre drogas caso ela não aceitasse um contrato de trabalho de 15 anos.

O processo foi apresentado em 1º de setembro em um tribunal federal da Califórnia e descreve Urinov como uma ex-funcionária insatisfeita. As acusações ainda não foram julgadas, e a ex-gerente não apresentou publicamente sua versão até o momento.

O episódio com drogas que teria dado origem à disputa

De acordo com a ação, Urinov era responsável pela turnê europeia de Alanis Morissette em 2025. Durante uma viagem do Reino Unido para a Espanha, ela teria sido detida por autoridades britânicas após uma bolsa ser selecionada para inspeção.

A denúncia afirma que a bolsa continha maconha, que Urinov teria apresentado como sendo de uso medicinal com uma autorização israelense, além de xilazina, substância utilizada como tranquilizante veterinário. Ainda segundo o processo, Urinov teria dito às autoridades que a bolsa e as drogas pertenciam a ela e acabou liberada.

Durante a mesma turnê, a ex-gerente teria contado a Morissette que já havia enfrentado outro problema relacionado a drogas: uma prisão na América Latina por supostamente transportar entorpecentes dentro de uma prancha de surfe.

Morissette diz que recebeu ameaça para assinar contrato de 15 anos

Após o fim da turnê, a cantora afirma que Urinov e seu advogado passaram a enviar cartas com ameaças. Segundo a ação, a ex-gerente teria sugerido que poderia informar às autoridades britânicas que as drogas encontradas pertenciam a Morissette.

Em troca, Urinov teria exigido um contrato de 15 anos, com aumentos anuais, bônus e a contratação de um advogado de imigração que ajudasse a obter autorização para trabalhar nos Estados Unidos.

Morissette afirma que se tornou vítima de uma campanha calculada de chantagem organizada por sua ex-gerente de turnê. A cantora também acusa Urinov de ter cometido erros profissionais durante a excursão, incluindo uma reserva de hotel que teria causado um prejuízo de US$ 70 mil.

A cantora pede julgamento por júri, indenização superior a US$ 75 mil e danos punitivos. A disputa acontece enquanto Morissette mantém sua agenda de shows em 2026, incluindo uma apresentação no Riot Fest, em Chicago, em setembro, e quatro datas no YouTube Theater, em Los Angeles, em novembro.

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