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Morre Sass Jordan, aos 65 anos, cantora de “Make You a Believer” que excursionou com Rolling Stones, AC/DC e Aerosmith

Morre Sass Jordan, aos 65 anos, cantora de “Make You a Believer” que excursionou com Rolling Stones, AC/DC e Aerosmith

5 de outubro de 2026
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Foi com ela que Taylor Hawkins aprendeu a viver numa banda de rock na estrada, aos 22 anos. O último show foi em julho, e o resto da agenda foi cancelado por uma condição médica grave.

Crédito da Foto: Reprodução/YouTube

Sass Jordan, a cantora canadense que deu a Taylor Hawkins o primeiro cheque de rock and roll da vida dele, morreu na sexta-feira, 2 de outubro, aos 65 anos. A família comunicou a morte nas redes sociais, cercada por quem mais a amava, e não divulgou a causa.

No texto, os parentes a descrevem como “uma força da natureza inimitável” e “um ser de luz e alegria insubstituível”. Hawkins tinha 22 anos quando entrou na banda de estrada de Sass, e anos depois resumiu o que aprendeu ali:

Sass me ensinou a viver em uma banda de rock e me deu meu primeiro cheque de rock and roll.

Hawkins tocou em Rats (1994), o disco que ela apontava como seu favorito, e a história não ficou no passado: em 2015, Sass subiu ao palco com o Foo Fighters em Toronto para cantar “Stay With Me”, dos Faces. Em 2023 saiu Live in New York Ninety-Four, gravação da turnê de Rats com Hawkins na bateria.

Nascida em Birmingham, na Inglaterra, e criada em Montreal, ela estreou em 1988 com Tell Somebody, pela Atlantic, e levou o Juno de artista feminina mais promissora no ano seguinte. O auge veio com Racine (1992): “Make You a Believer” chegou ao 11º lugar da parada Mainstream Rock da Billboard, que a elegeu a melhor artista feminina de rock daquele ano. Nesse período excursionou com Aerosmith, Rolling Stones, AC/DC e Van Halen e gravou “Trust in Me”, dueto com Joe Cocker para a trilha de O Guarda-Costas.

Na fase final, assumiu de vez o blues, com Rebel Moon Blues (2020) e Bitches Blues (2022), gravados com o marido, Derek Sharp. Também foi jurada nas seis temporadas de Canadian Idol. O último show foi em julho, e os compromissos seguintes foram cancelados por uma “condição médica grave”.

Numa época em que poucas mulheres ocupavam o rock, ela abriu espaço para outras num gênero dominado por homens, segundo o produtor Derek Downham, que tocou com ela em dezembro passado. “Espero que lembrem dela como quem abriu o caminho e liderou com amor todas as vezes”, disse.

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