Banda britânica, que usava o nome @Muse há anos, passou a utilizar @MuseBand depois que a Meta lançou seu novo agente de inteligência artificial; a situação ganhou uma ironia difícil de ignorar para um grupo que sempre cantou sobre tecnologia e controle.
O Muse precisou mudar seus nomes de usuário nas redes sociais depois que a Meta lançou um novo agente de inteligência artificial chamado Muse. O perfil que durante anos utilizou simplesmente @Muse passou a adotar @MuseBand, enquanto a ferramenta da empresa ficou com o nome original.
A mudança chamou atenção dos fãs justamente pelo histórico da banda. Ao longo de mais de duas décadas, Matthew Bellamy e companhia transformaram vigilância, tecnologia, controle e futuros distópicos em temas recorrentes de seus discos. Agora, o próprio nome da banda acabou cedendo espaço para uma inteligência artificial.
Muse perde @Muse após lançamento do agente da Meta
A Meta apresentou o Muse em 8 de setembro como um agente capaz de realizar tarefas em nome dos usuários, incluindo enviar e-mails, organizar viagens e lidar com serviços como compras e pagamentos. Inicialmente, a ferramenta está disponível nos Estados Unidos por meio de aplicativo próprio e WhatsApp.
Foi justamente após o lançamento que os perfis da banda passaram a aparecer com novos identificadores. No Instagram, o grupo adotou @MuseBand; no X, o nome também foi alterado, segundo veículos britânicos que acompanharam a mudança.
Não está claro se houve negociação financeira pela transferência do nome de usuário. O The Independent informou ter procurado representantes do Muse e da Meta em busca de esclarecimentos, mas não obteve resposta.
A ironia que parece saída de um disco do Muse
A reação dos fãs foi rápida. Um deles resumiu a situação com uma frase que traduz perfeitamente o absurdo da história: “Espero que eles tenham recebido um belo cheque gordo.”
Outro questionou a decisão da empresa: “As empresas não deveriam ter permissão para fazer esse tipo de besteira.”
A situação ganhou ainda mais repercussão porque o novo agente da Meta chega justamente em uma área que o Muse explora há anos. De Absolution a Simulation Theory, a banda construiu parte de sua identidade em torno do impacto da tecnologia sobre a sociedade e do medo de sistemas capazes de controlar a vida humana.
Desta vez, a realidade produziu uma pequena peça de ironia: uma banda que passou anos cantando sobre máquinas tomando espaço dos humanos teve de abrir mão de seu próprio nome para uma IA.
does it ever drive you crazy
— max ⑂ (@reedoedeer) September 8, 2026
just how fast the night changes
3 3 3 https://t.co/QznfMrnhF9 pic.twitter.com/ql5Y1ghosu
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