Após perder Dusty Hill e Frank Beard, o guitarrista decidiu manter a banda na estrada com Elwood Francis e Michael Monahan e diz que o legado do trio original permanece intacto
Crédito da Foto: Reprodução/YouTube
Billy Gibbons decidiu não encerrar o ZZ Top após a morte de Frank Beard, em 17 de agosto, e agora explicou por que acredita que a banda ainda pode continuar sem nenhum outro integrante da formação clássica além dele.
Beard tinha 77 anos e era o último integrante, ao lado de Gibbons, que permanecia no grupo depois da morte de Dusty Hill, em 2021. Hill foi substituído pelo técnico de guitarra Elwood Francis. Para a nova fase, Gibbons conta também com o baterista Michael Monahan.
Em entrevista à Texas Monthly, o guitarrista definiu a atual formação como um “híbrido” e rejeitou a ideia de que a mudança de integrantes descaracterize o grupo.
Ainda somos o ZZ Top, e agora temos o privilégio de acrescentar ao que levou cinquenta anos para construir. Eu não poderia estar mais feliz com isso.
Por que Billy Gibbons decidiu manter o ZZ Top na estrada
Segundo Gibbons, tanto Hill quanto Beard participaram da escolha de seus respectivos substitutos. A intenção inicial era que as mudanças fossem temporárias, mas os dois músicos acabaram sendo substituídos de forma permanente após suas mortes.
O guitarrista também contou que Beard reagiu positivamente à chegada de Francis em 2021. Gibbons descreveu o baterista como alguém de personalidade reservada, mas disse que passou a vê-lo sorrindo e se divertindo ao observar o novo músico no palco.
A primeira apresentação do ZZ Top após a morte de Beard, porém, teve outro peso. Gibbons admitiu ter sentido “uma ligeira incerteza” antes de entrar no palco.
Vai ser um pouco diferente, mas você faz isso há cinquenta anos. Não mude nada.
A confiança também veio de músicos próximos. Entre as mensagens recebidas por Gibbons estava uma de Keith Richards, dos Rolling Stones, que resumiu sua própria experiência em uma frase: “Eu soube disso. Já passei por isso.”
“O sol não está se pondo” para o ZZ Top
Gibbons não trata a atual formação como uma nova banda, embora reconheça que ela seja diferente.
Não é um novo dia, mas é. Não é uma nova banda, mas é. É um híbrido.
Para ele, Francis já fazia parte da família do ZZ Top muito antes de assumir o baixo, enquanto Monahan trouxe uma dinâmica que, segundo o guitarrista, inclusive o faz tocar melhor.
A banda tem shows marcados pelos Estados Unidos até meados de outubro e seguirá pela América Central e América do Sul até o fim de novembro. O futuro depois disso ainda não está definido.
Mas Gibbons resume sua posição de maneira direta:
Pode não serem os mesmos três caras, mas são os mesmos três acordes, as mesmas músicas. E está funcionando.
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