Rush toca “A Farewell to Kings” pela primeira vez desde 1979 em show da turnê de retorno
15 de junho de 2026
Clássico do álbum de 1977 voltou ao repertório da banda pela primeira vez em 47 anos.

O Rush surpreendeu os fãs durante o quarto e último show de sua residência no Kia Forum, em Los Angeles, ao trazer de volta ao palco a música “A Farewell to Kings”. A faixa-título do álbum lançado em 1977 não era executada ao vivo desde 1979 e marcou um dos momentos mais comentados da atual turnê Fifty Something, que celebra o retorno da banda aos palcos em uma nova formação.
A apresentação reforçou uma das ideias centrais da turnê Fifty Something, a de revisitar capítulos menos explorados da extensa trajetória do Rush. Embora clássicos como “Tom Sawyer” e “Limelight” continuem ocupando um espaço central nos shows, o resgate de “A Farewell to Kings” chama atenção por apontar para um período decisivo da evolução artística do grupo. Lançada em 1977, a faixa marcou a transição definitiva do Rush para uma abordagem mais ambiciosa dentro do rock progressivo, ampliando o uso de estruturas complexas, elementos acústicos e composições narrativas. Ao trazê-la de volta após 47 anos, a banda reafirma a importância de uma fase que ajudou a consolidar seu lugar entre os nomes mais influentes do gênero.
“A Farewell to Kings” reforça a conexão da turnê com o legado do Rush
A atual fase do Rush tem sido marcada por um equilíbrio entre clássicos incontestáveis e escolhas menos óbvias. Ao longo das quatro apresentações realizadas em Los Angeles, a banda alternou repertórios e recuperou músicas raramente tocadas nas últimas décadas.
Nesse contexto, “A Farewell to Kings” se destaca por representar um momento crucial da evolução sonora do grupo. O álbum homônimo ampliou o alcance criativo do Rush ao incorporar elementos mais sofisticados de rock progressivo, folk e música clássica, influenciando gerações de músicos nas décadas seguintes.
O show também contou com outros retornos importantes ao repertório. “The Pass” apareceu pela primeira vez desde 2013, enquanto “The Anarchist”, originalmente lançada em 2012, voltou a ser executada após mais de uma década longe dos setlists. A presença dessas faixas reforça a intenção de oferecer experiências diferentes para os fãs que acompanham múltiplas datas da turnê.
Além do aspecto musical, a nova formação tem sido um dos principais assuntos envolvendo a banda. A baterista alemã Anika Nilles assumiu a função historicamente ocupada por Neil Peart, falecido em 2020, enquanto Loren Gold complementa a formação nos teclados ao lado de Geddy Lee e Alex Lifeson.
Turnê de retorno atrai fãs históricos e uma nova geração
O retorno do Rush em 2026 se tornou um dos acontecimentos mais relevantes do rock clássico nos últimos anos. Após anos de especulação sobre uma possível reunião, Geddy Lee e Alex Lifeson decidiram voltar aos palcos em uma configuração que preserva o legado da banda, mas sem tentar reproduzir o passado como forma de dependência.
Depois das apresentações nos Estados Unidos, o Rush segue para o México antes de expandir a turnê para outros mercados em 2027. O Brasil está entre os países confirmados para a próxima etapa, com shows previstos em Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília.
Mais do que uma celebração nostálgica, a turnê Fifty Something tem resgatado momentos importantes da evolução artística do Rush. Ao trazer “A Farewell to Kings” de volta ao repertório após 47 anos, a banda volta os holofotes para uma de suas fases mais criativas e reafirma a relevância de um catálogo que continua influenciando o rock progressivo décadas após sua criação.
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