Banda Ludovic em foto promocional do lançamento do álbum autointitulado de 2026.

Ludovic volta com álbum inédito após 20 anos e mostra como a banda reinventou sua própria identidade

5 de agosto de 2026

Depois de duas décadas sem lançar um disco de estúdio, o Ludovic retorna com um álbum autointitulado que preserva a essência do grupo, mas amplia sua sonoridade com um processo criativo mais coletivo e influências acumuladas ao longo dos últimos anos.

Crédito da Foto: Tauana Sofia/Divulgação

Após um hiato de 20 anos entre álbuns, a banda paulista Ludovic lança novo álbum de estúdio pela Balaclava Records. Intitulado Ludovic, o trabalho marca o reencontro definitivo do grupo com material inédito depois de Idioma Morto (2006), obra que ajudou a consolidar a banda como uma das referências do rock alternativo brasileiro dos anos 2000.

Mais do que um retorno nostálgico, o novo trabalho apresenta uma evolução natural da identidade do quarteto. Gravado entre 2025 e 2026 no Estúdio El Rocha, o álbum reúne 11 faixas inéditas escritas coletivamente e reflete as experiências acumuladas pelos integrantes durante os anos em que seguiram projetos paralelos.

O novo álbum do Ludovic nasceu dos reencontros da banda

O retorno começou a ganhar forma após os shows comemorativos pelos 20 anos de Servil (2004), realizados em 2024. A boa recepção do público despertou nos integrantes a vontade de voltar ao estúdio, desta vez para criar músicas inéditas em vez de apenas revisitar o repertório clássico.

Diferentemente dos primeiros discos, quando Jair Naves concentrava grande parte da composição, Ludovic foi construído de maneira mais colaborativa. Os guitarristas Eduardo Praça e Zeek Underwood participaram ativamente da criação das canções, contribuindo não apenas com riffs e arranjos, mas também com novas texturas sonoras que ampliam o universo musical da banda.

Entre a herança punk e uma produção mais sofisticada

O novo trabalho mantém a intensidade que sempre caracterizou o Ludovic, mas expande sua estética ao incorporar sintetizadores, samples, gravações caseiras, harmonias vocais mais elaboradas e diferentes tratamentos sonoros.

As letras continuam sendo um dos principais pontos de destaque. Escritas por Jair Naves, abordam temas como luto, reencontros, despedidas, capitalismo, poder e autoconhecimento, mantendo o caráter poético e confessional que marcou a trajetória da banda desde os primeiros lançamentos.

Toda a produção foi realizada por Fernando Sanches, responsável pela gravação, mixagem e masterização no Estúdio El Rocha.

Por que o álbum se chama simplesmente ‘Ludovic’?

A escolha do título homônimo funciona como uma declaração de identidade. Segundo a proposta apresentada pela banda, o nome representa um grupo que mudou ao longo do tempo, mas preservou sua essência mesmo após décadas distante dos estúdios.

A capa, criada por Júlia Aluar, reforça esse conceito ao apresentar uma chama solitária em meio à escuridão, simbolizando resistência, continuidade e transformação, ideias que atravessam as onze faixas do disco.

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