Ludovic lança “Dilúvio de Dinheiro Algum” e anuncia novo álbum para 2026
25 de maio de 2026
Terceiro single do Ludovic antecipa o primeiro álbum inédito da banda em vinte anos, previsto para o segundo semestre de 2026 pela Balaclava Records.

Ludovic lança o single “Dilúvio de Dinheiro Algum” e prepara terreno para seu novo álbum, previsto para 2026, marcando o retorno de um dos nomes mais importantes do rock independente brasileiro dos anos 2000. A banda segue lembrada por apresentações icônicas e ainda é citada como influência por diversos nomes da nova geração.
O terceiro single deixa claro que o retorno do Ludovic não se apoia apenas na nostalgia. A faixa antecipa a maturidade que deve marcar o novo disco da banda, previsto para o segundo semestre de 2026 pela Balaclava Records e já anunciado anteriormente pelos singles “Desde que eu morri” e “Pedestal”.
Novo álbum do Ludovic chega em 2026
Liderado pelo cantor e compositor Jair Naves, o Ludovic consolidou sua formação clássica ao lado dos guitarristas Eduardo Praça e Zeek Underwood, tornando-se uma das bandas mais cultuadas da cena alternativa brasileira dos anos 2000. Nas reuniões recentes do grupo, a bateria ficou sob responsabilidade de Rodrigo Montorso.
“Dilúvio de Dinheiro Algum” é a faixa mais curta e urgente do novo álbum do Ludovic, em uma mescla improvável entre o proto-punk e a cinematografia de Ennio Morricone. A música transforma tensão e velocidade em comentário social, conduzida por guitarras secas e um vocal que acentua o senso de colapso moral presente na letra.
Jair Naves comenta crítica ao capitalismo na nova faixa
A letra escrita por Jair Naves aborda a ganância e a aquisição compulsória como motores de uma inversão de valores em que o lucro passa a ocupar um lugar superior a qualquer dimensão humana ou social.
A composição é de Eduardo Praça, que buscou referência direta no punk norte-americano dos anos 1980, especialmente no Wipers, banda de Portland cujo álbum Is This Real (1980) é considerado um dos marcos do proto-punk americano.
É revelador que elementos daquele som, surgido ainda em plena Guerra Fria, permaneçam tão atuais diante do capitalismo de 2026.
“A letra é basicamente uma reflexão sobre as implicações éticas e morais do atual estágio predatório do capitalismo. Tentei traduzir a urgência do instrumental em versos que expressam o choque dessa inversão de valores”, explica Jair Naves. Eduardo Praça complementa: “Queria trazer algo que remetesse à visceralidade do primeiro álbum do Ludovic, mas com novos elementos. O Wipers foi a referência central e, somado ao vocal urgente do Jair Naves, acho que temos uma música única na discografia da banda.”