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Geese responde a acusações de ascensão repentina e “marketing artificial”: “Venha ao show e me diga quantos bots você vê”

Geese responde a acusações de ascensão repentina e “marketing artificial”: “Venha ao show e me diga quantos bots você vê”

11 de setembro de 2026
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Banda foi alvo de teorias de que sua ascensão seria resultado de uma campanha para fabricar popularidade, mas músicos negam a existência de fãs falsos

Crédito da Foto: Reprodução/YouTube

A ascensão meteórica do Geese virou assunto por um motivo que vai muito além da música: nas redes sociais, parte do público passou a questionar se a popularidade da banda seria real ou resultado de uma operação de marketing artificial. Acusado de ser uma espécie de projeto criado pela indústria, o grupo agora decidiu responder às teorias.

Em entrevista à Rolling Stone, o vocalista Cameron Winter contou que as acusações chegaram a fazer a própria banda desconfiar do tamanho que havia alcançado. “A gente pensou: meu Deus, toda essa porra é falsa. Estávamos tendo um colapso”, relatou.

Por que o Geese foi acusado de fabricar sua popularidade?

Os rumores começaram a circular nas redes sociais ao longo do último ano, principalmente diante da velocidade com que o Geese ganhou espaço. A teoria defendia que uma grande campanha digital estaria por trás da explosão da banda, com estratégias destinadas a fazer suas músicas chegarem artificialmente a mais pessoas.

A discussão ganhou força depois que a Wired publicou uma reportagem sobre o fenômeno e revelou detalhes das estratégias utilizadas pela Chaotic Good Projects, empresa de marketing digital que trabalhou com o Geese e com Winter.

O cofundador Adam Tarsia confirmou que a empresa desenvolveu campanhas para os artistas, mas negou o uso de contas falsas ou mecanismos para inflar artificialmente números.

“Somos veementemente contra o uso de fazendas de bots, e nossa equipe é formada exclusivamente por fãs de música reais”, afirmou Tarsia.

Segundo Winter, a explicação apresentada pela equipe também ajudou a tranquilizar a banda. “Eram posts de TikTok de baixo esforço usados para impulsionar o algoritmo. Eles nos mostraram exemplos, e eu me senti melhor porque eram muito ruins”, brincou.

“Venha ao show e me diga quantos bots você vê”

Quem resolveu responder às acusações de maneira ainda mais direta foi o baixista Dominic DiGesu.

“Venha ao show, cara. Venha ao show e me diga quantos bots você vê.”

A provocação resume o principal argumento do grupo: números digitais podem ser impulsionados por estratégias de marketing, mas uma plateia diante do palco é outra história.

O Death Cab For Cutie, Ben Gibbard, também saiu em defesa do Geese. Em entrevista à NME, o músico chamou de absurda a discussão sobre a banda ter sido criada artificialmente pela indústria, embora tenha reconhecido que o atual ambiente de streaming e redes sociais tornou a promoção musical muito mais desigual.

A polêmica chega justamente quando o Geese atravessa seu momento de maior exposição. O álbum Getting Killed consolidou a banda na cena alternativa, enquanto apresentações recentes no Reading & Leeds e no End Of The Road Festival ampliaram ainda mais seu alcance.

No fim, a pergunta sobre os bots permanece como uma discussão típica da era dos algoritmos. A resposta do Geese, porém, é bem menos virtual: “vá ao show e veja a plateia por conta própria”.

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