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MotorBlack Rock Festival chega aos 10 anos em Curitiba

MotorBlack Rock Festival chega aos 10 anos em Curitiba

7 de outubro de 2026
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Nascido de um aniversário em Araucária, o festival muda para o Clay Highway Bar no dia 18 de outubro, com o Motorocker como atração principal, 2 mil pessoas esperadas e 80% dos ingressos já vendidos.

Crédito da Foto: Reprodução/[Fonte]

A MotorBlack, banda de rock de Araucária, realiza no dia 18 de outubro a décima edição do seu festival, pela primeira vez em Curitiba, no Clay Highway Bar. A organização espera cerca de 2 mil pessoas, com área de alimentação e exposições, e cerca de 80% dos ingressos já foram vendidos. A banda recomenda a compra antecipada, porque não pode garantir a venda na porta.

A edição celebra também os 20 anos de estrada do grupo. Em conversa com a Mundo Livre FM, integrantes da MotorBlack e Marcelus, guitarrista do Motorocker, que a banda chama de padrinho, contaram como uma festa entre amigos virou compromisso anual.

Além do Motorocker e da MotorBlack, sobem ao palco Flash Metal, 74 Jailbreak e Criminal Action. Como rádio oficial da festa, a Mundo Livre FM separou um combo com ingressos, consumação no Clay e no Templo do Rock e uma noite de suíte no Stilos. Confira como levar o seu.

Uma festa que virou festival

A banda conta que o festival nasceu sem essa pretensão.

O festival começou sem querer ser um festival. Começou pra gente unir os amigos. A gente tinha a banda já por amizade e a gente vivia nos bares, todo mundo solteiro da banda.

Os encontros aconteciam num home studio montado na casa de um dos integrantes, que lembra a rotina das sextas-feiras com humor.

Às vezes eu chegava do trabalho e a galera já tava ali fazendo churrasco. Eu não tinha poder na minha casa.

A primeira edição comemorou o aniversário dele, em agosto, no fim do mês, quando o público costuma esperar o pagamento para sair. Duas bandas amigas, Omega Rock e Banda Aço, aceitaram tocar. O movimento surpreendeu, e o festival se repetiu no ano seguinte. A virada veio em 2019, com o Motorocker na programação.

Quando a gente levou o Motorocker, a gente viu o tamanho do público, o tamanho do interesse da galera de estar presente, de fortalecer algo próximo e ter algo pra ir todo ano.

A banda vê no festival um espaço para um repertório que perde lugar na noite.

O rock and roll raiz, que leva a essência do rock and roll, um Judas Priest, um AC/DC, um Led Zeppelin, isso tá cada vez mais raro nos bares.

O padrinho e o clipe

Marcelus, que toca desde 1987, conheceu a MotorBlack como jurado de um festival de bandas autorais. Os dois lados já tinham dividido palco anos antes, mas ninguém lembrava.

Primeiro que o nome já me chamou a atenção. MotorBlack, pô. Gostei do nome. E eles começaram a tocar, eu falei, cara, que banda boa. […] Que som em português, bom assim.

Ele deu nota máxima e destaca a formação.

O vocalista, o Adan, é fora de série. A cozinha da banda é muito boa.

Depois disso, Marcelus produziu “Do Jeito que o Diabo Quer”, que estreou na programação da Mundo Livre FM. Ele explica por que decidiu ajudar.

Quando você vê, por exemplo, um diamante bruto, que nem no caso deles. Tudo que eu tive que aprender e errar, eles não vão precisar. Porque eu já errei o que eles estão errando. E eu resolvi dar uma força.

O clipe foi gravado em três locações, com carros V8 alugados e equipe paga, e Marcelus aparece nele. A banda conta de onde veio o dinheiro.

A gente foi vendendo camiseta. Cara, a gente vendeu acho que mais de mil camisetas pra gente poder produzir aquele clipe lá.

Hoje a relação se inverteu, e Marcelus brinca com isso.

Eles são meus patrões. Os caras contrataram o Motorocker pra tocar com eles.

Moto, rock e a cena da região

Na explicação da banda, a moto e o rock pertencem ao mesmo mundo.

Se você monta uma banda de rock and roll, provavelmente você vai passar por um motoclube tocando com a tua banda.

Não tem como desligar a motocicleta, o carro de arrancada, a cultura custom, que é essa cultura que a gente vive, do rock, porque faz parte. É um ecossistema.

Marcelus defende que esse público sustenta a cena com o próprio bolso.

É uma festa que não dá briga. O pessoal bebe, se diverte, come bem, vai pra casa de boa. […] É um público que gasta.

Ele lembra que, quando começou a trabalhar com a cena autoral, percebeu que não existe uma só.

Curitiba tem várias cenas, e região metropolitana, várias também.

Marcelus também participou da campanha que transformou em lei o título de Curitiba como cidade mais rock’n’roll do Brasil, apoiada num levantamento que contava mais de 60 bares de rock na época e mais de 80 hoje, entre a capital e a região.

Quando a gente começou a correr atrás do título, tinha gente que dava risada. […] Hoje, Curitiba, a cidade mais rock’n’roll do Brasil, é uma lei. E a gente consegue fazer coisa amparada da lei.

A mudança para a capital é prática. A banda explica que em Araucária faltava espaço.

O máximo lá é 400, 500 pessoas e a gente queria algo muito maior.

O Clay Highway Bar, onde a MotorBlack já se apresenta, cedeu a casa. O festival tem apoio do Motel Estilos, de Araucária, e do Templo do Rock, loja do Shopping Estação que abriu unidade em Ponta Grossa. Sobre o dono da loja, a banda lembra que ele também foi músico e que já dividiram palco.

Para os próximos dois anos, o festival segue entre Araucária e Curitiba, antes de pensar em outras cidades.

A gente tem que fincar uma bandeira fixa. Porque não adianta você colocar uma bandeira de qualquer jeito, virar as costas, o vento vai e derruba e você perde.

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