Com Jakob Nowell nos vocais, banda retorna com disco inédito que reúne participações de nomes históricos do punk, reggae e rock alternativo.

Três décadas após se tornar uma das bandas mais influentes da música alternativa dos anos 1990, o Sublime está de volta com Until the Sun Explodes. Disponível nas plataformas digitais, o trabalho marca o primeiro álbum de estúdio lançado sob o nome Sublime desde o clássico disco homônimo de 1996 e inaugura oficialmente uma nova fase liderada por Jakob Nowell, filho do vocalista original Bradley Nowell.
O lançamento chega em um momento importante para a trajetória do grupo californiano. Formado em Long Beach, o Sublime ajudou a popularizar uma mistura singular de ska, reggae, punk e rock alternativo, criando um som que se tornou referência para toda uma geração. Agora, com Jakob assumindo os vocais ao lado dos membros fundadores Eric Wilson e Bud Gaugh, a banda busca equilibrar legado e renovação sem abrir mão da sua identidade construída ao longo de décadas.
“Until the Sun Explodes” conecta o passado e o presente do Sublime
Com 22 faixas, Until the Sun Explodes preserva os elementos que tornaram o grupo reconhecível desde os anos 1990. As influências de reggae, dub, skate punk e rock alternativo continuam presentes, mas a produção evita transformar o álbum em um mero exercício de nostalgia. O objetivo parece ser demonstrar como aquela linguagem musical ainda pode soar relevante ainda em 2026.
A presença de Jakob Nowell é central nesse processo. Embora sua voz naturalmente remeta ao timbre do pai em alguns momentos, o disco não se apoia apenas nessa associação. Ao longo das músicas, o novo vocalista assume protagonismo próprio e conduz uma transição geracional que poucas bandas conseguiram realizar de forma tão direta.
O álbum também reforça suas conexões com a cena que ajudou a moldar. Entre os convidados estão H.R., vocalista do Bad Brains, Fletcher Dragge, guitarrista do Pennywise, além de G. Love, Skegss e Zac Carper. Essas participações ajudam a celebrar as raízes do grupo e a comunidade musical formada em torno de sua trajetória.
O retorno acontece em um momento importante para a história da banda
Mais do que um lançamento isolado, Until the Sun Explodes faz parte de um período de forte atividade para o Sublime. Em 2026, completam-se 30 anos do lançamento de Sublime, álbum responsável por transformar músicas como Santeria, What I Got e Wrong Way em clássicos da cultura alternativa norte-americana.
Nos últimos meses, a banda também voltou aos palcos em apresentações de grande repercussão e ampliou sua presença entre públicos mais jovens. O fenômeno é impulsionado tanto pelo legado deixado nos anos 1990 quanto pela circulação contínua de suas músicas em plataformas de streaming, vídeos curtos e conteúdos produzidos por novas gerações de fãs.
Esse reencontro entre passado e presente ajuda a explicar por que o grupo continua relevante décadas após a morte de Bradley Nowell. Em vez de tentar substituir uma figura considerada insubstituível, a nova formação aposta na continuidade da história.
O resultado é um álbum que funciona simultaneamente como homenagem, celebração e recomeço. Para os fãs de longa data, trata-se da oportunidade de revisitar uma das bandas mais importantes da cena alternativa americana. Para quem está descobrindo o Sublime agora, Until the Sun Explodes pode servir como porta de entrada para um catálogo que segue influente mesmo após 30 anos. Mais do que olhar para trás, o disco sugere que ainda há espaço para novos capítulos na história da banda.
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