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Sylvester Stallone recusou cargo de Trump para “salvar Hollywood”: “Eu disse obrigado e tchau”

Sylvester Stallone recusou cargo de Trump para “salvar Hollywood”: “Eu disse obrigado e tchau”

23 de setembro de 2026
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O astro de Rocky e Rambo descobriu pela televisão que havia sido escolhido como “embaixador especial” e concluiu que a missão não funcionaria diante da estrutura dos grandes estúdios americanos.

Crédito da Foto: Reprodução/YouTube

“Eu estava assistindo TV uma noite e eles disseram: ‘Então Stallone, Mel Gibson e Jon Voight estarão…’. E eu pensei: ‘O quê?’. Eu disse: ‘Como assim? Sério?’”. Foi assim que Sylvester Stallone descobriu que Donald Trump havia colocado seu nome entre os responsáveis por tentar aproximar o governo da indústria cinematográfica americana.

A história, revelada pelo ator em entrevista recente ao The Sunday Times, mostra que Stallone nunca chegou a aceitar formalmente a função. O convite havia sido anunciado por Trump em janeiro de 2025, ao lado de Mel Gibson e Jon Voight, com a missão de ajudar a recuperar produções cinematográficas que haviam migrado dos Estados Unidos para outros países.

Stallone soube da nomeação pela televisão

A ideia de Trump era que os três atores funcionassem como seus “olhos e ouvidos” em Hollywood. O presidente afirmou na época que o trio ajudaria a tornar a indústria novamente “maior, melhor e mais forte”, em uma iniciativa voltada principalmente à recuperação da produção cinematográfica americana.

Stallone, porém, enxergou um problema prático antes mesmo de assumir qualquer função. Segundo ele, Hollywood possui uma estrutura empresarial descentralizada demais para que três artistas consigam simplesmente orientar os principais estúdios.

“Hollywood, eu acho, é como estados feudais”, explicou. “Eles têm seus pequenos reinos. Você não chega lá e diz a seis estúdios como fazer as coisas.”

O ator também incluiu os próprios colegas na avaliação. “Mel Gibson e Jon Voight, nós somos do tipo que fazem as coisas do nosso próprio jeito. Não, isso não vai funcionar”, afirmou.

“Eu disse obrigado e tchau”

Stallone contou que chegou a explicar diretamente a Trump por que considerava a proposta impraticável. A questão, para ele, não era apenas a dificuldade de representar Hollywood, mas a própria natureza corporativa do setor.

“Eu disse obrigado e tchau, porque é uma missão impossível. Hollywood funciona e vai evoluir. É um mundo corporativo, e as pessoas do mundo corporativo não vão querer me ouvir falar sobre finanças”, afirmou.

A recusa também ajuda a esclarecer uma situação que permaneceu nebulosa desde o anúncio de 2025. Na época, as atribuições dos chamados “embaixadores especiais” não estavam claramente definidas, e a própria imprensa americana apontava dúvidas sobre como o trio poderia interferir concretamente no funcionamento da indústria.

O que aconteceu com a proposta de Trump

Stallone recusou a nomeação como “embaixador especial” para Hollywood, enquanto Jon Voight e Mel Gibson aceitaram colaborar com a iniciativa do governo Trump. Voight passou a participar de discussões sobre incentivos fiscais para atrair produções aos Estados Unidos, e Gibson também se colocou à disposição para ajudar.

A diferença também aparece na relação dos três com a agenda de Trump. Voight e Gibson demonstraram disposição para atuar diretamente com o governo, enquanto Stallone preferiu não assumir uma função ligada à iniciativa. A justificativa apresentada pelo ator, porém, foi principalmente prática. Ele considerou a missão inviável diante da autonomia dos grandes estúdios de Hollywood.

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