Derek Riggs desenhou o personagem no fim dos anos 1970 e o Maiden pediu mais cabelo antes de 1980, mas o nome tem outra origem.
Crédito da Foto: Reprodução/Iron Maiden
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A história que todo fã conta começa num pub inglês, no fim dos anos 1970, com uma máscara pendurada sobre a bateria do Iron Maiden, jorrando sangue falso no baterista Doug Sampson. Dali, segundo a versão corrente, o monstro saiu para as capas e virou o Eddie. Só que a máscara era uma peça de palco, o desenho das capas foi feito para um disco punk, e foi um empresário que os juntou.
O elo foi Rod Smallwood, empresário da banda. Ele tinha visto o trabalho do ilustrador Derek Riggs num cartaz do pianista de jazz Max Middleton e marcou um encontro. Folheando o portfólio, parou numa figura embalsamada, de moicano, desenhada para um disco punk, segundo a Far Out. O resto da história é o que a banda fez com essas duas peças.
O Eddie do palco
O técnico de luz Dave Beazley montou a máscara a partir do molde do próprio rosto, segundo a história oral do Eddie publicada pela Loudersound. Depois a ligou ao cenário, para que jorrasse sangue no ritmo da música. "O Dougie ficava coberto de sangue falso toda noite", lembrou o baixista Steve Harris, e o cabelo loiro do baterista não ajudava a limpar.
A máscara era chamada de "the head", e no sotaque londrino da equipe a palavra virava "'ead". O guitarrista Dave Murray ouvira anos antes uma piada sobre uma mulher que dava à luz um bebê só com a cabeça, e a Far Out reproduz a história nas palavras dele. Dali saiu o nome Eddie.
O Eddie do papel
O desenho de Riggs não tinha nome nem banda. "Eddie era para ser um punk", contou o ilustrador ao site eonmusic em janeiro de 2023, na Pasadena Comic Con, segundo a BraveWords.
Metal tinha morrido, o prog rock tinha morrido, e o punk era a única atração da cidade.
Depois de uma conversa entre Smallwood e Harris, pediram a Riggs, como ele lembra, "mais cabelo saindo pelo lado", porque o público de metal que a banda começava a conquistar não receberia bem um punk. O ilustrador acrescentou o cabelo, e a criatura ganhou o nome da máscara dos pubs. Smallwood ainda guardou o rosto para o disco. Na capa do single Running Free, em 1980, o Eddie aparece na sombra, e a revelação ficou para o álbum de estreia, Iron Maiden.
Os dois Eddies tinham virado um. Em 1982, na capa de The Number of the Beast, ele já controlava o diabo como se fosse uma marionete. Riggs, que criou o primeiro moicano para que os punks se reconhecessem nele, resumiu o clima ao eonmusic: "a Inglaterra era horrível naquele tempo".
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