Roberta Medina durante entrevista sobre a programação e a identidade do Rock in Rio.

Roberta Medina rebate críticas sobre falta de rock no Rock in Rio e explica escolha do line-up

2 de julho de 2026

Vice-presidente da Rock World afirma que o festival sempre reuniu diferentes estilos e diz que os dias dedicados ao pop são os primeiros a esgotar.

Crédito: Reprodução

As discussões sobre a presença do rock no Rock in Rio voltaram a ganhar força após o anúncio das atrações da edição brasileira de 2026. Em resposta às críticas recorrentes nas redes sociais, Roberta Medina, vice-presidente da Rock World, defendeu a proposta do festival e afirmou que o comportamento do público na compra de ingressos ajuda a explicar a composição do line-up.

Durante entrevistas concedidas no Rock in Rio Lisboa, a executiva destacou que o evento nunca foi exclusivamente dedicado ao rock. Segundo ela, desde a estreia, em 1985, a ideia sempre foi reunir artistas de diferentes gêneros musicais, conciliando identidade, demanda do público e disponibilidade das turnês internacionais.

Roberta Medina diz que o pop lidera a venda de ingressos

Ao comentar as críticas de parte dos fãs, Roberta Medina afirmou que o público do rock costuma se manifestar com mais intensidade nas redes sociais, mas que esse comportamento não se reflete nas vendas de ingressos.

Segundo a executiva, os dias com atrações pop costumam ser os primeiros a atingir lotação máxima. Para ela, essa diferença entre a repercussão online e a procura pelos ingressos influencia diretamente o planejamento do festival.

Medina também reforçou que o rock continua fazendo parte da identidade do evento, mas ressaltou que a curadoria precisa montar dias capazes de atrair grandes públicos. Ela lembrou que o festival sempre apostou na diversidade de estilos e afirmou que essa característica acompanha o Rock in Rio desde sua primeira edição.

Curadoria busca equilíbrio entre identidade e viabilidade comercial

Outro ponto abordado por Roberta Medina foi a escolha das atrações dos palcos principais. Segundo ela, artistas consolidados são fundamentais para garantir a capacidade de público e a sustentabilidade financeira do evento.

Embora o festival mantenha espaço para novos nomes e artistas em ascensão nos palcos secundários, a executiva explicou que as principais arenas exigem atrações com grande reconhecimento internacional e repertório conhecido pelo público.

A declaração ajuda a explicar por que o line-up do Rock in Rio reúne, na mesma edição, artistas de diferentes estilos. Em 2026, a programação inclui nomes como Stray Kids, Zara Larsson, Demi Lovato, Elton John, Ivete Sangalo e Black Eyed Peas, além de atrações ligadas ao rock.

Festival pretende fortalecer edições do Brasil e de Portugal

Durante a passagem por Lisboa, Roberta Medina também comentou os planos para o futuro da marca. Em vez de expandir o Rock in Rio para novos países, a estratégia da organização é consolidar ainda mais as edições realizadas no Brasil e em Portugal.

Segundo ela, o crescimento do turismo voltado para grandes festivais abre espaço para atrair visitantes internacionais aos dois mercados, fortalecendo a presença do evento nos locais onde já está estabelecido.

A executiva também avaliou o impacto do festival na carreira dos artistas. Na sua visão, tocar no Rock in Rio amplia a exposição de músicos que já desenvolvem um trabalho consistente, mas não representa, por si só, uma transformação imediata na trajetória de ninguém.

O Rock in Rio Brasil 2026 será realizado nos dias 4, 5, 6, 7, 11, 12 e 13 de setembro, na Cidade do Rock, no Parque Olímpico da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.

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