Sublime lança “Until the Sun Explodes”, primeiro álbum de estúdio em quase 30 anos
15 de junho de 2026
Com Jakob Nowell nos vocais, banda retorna com disco inédito que reúne participações de nomes históricos do punk, reggae e rock alternativo.

Três décadas após se tornar uma das bandas mais influentes da música alternativa dos anos 1990, o Sublime está de volta com Until the Sun Explodes. Disponível nas plataformas digitais, o trabalho marca o primeiro álbum de estúdio lançado sob o nome Sublime desde o clássico disco homônimo de 1996 e inaugura oficialmente uma nova fase liderada por Jakob Nowell, filho do vocalista original Bradley Nowell.
O lançamento chega em um momento importante para a trajetória do grupo californiano. Formado em Long Beach, o Sublime ajudou a popularizar uma mistura singular de ska, reggae, punk e rock alternativo, criando um som que se tornou referência para toda uma geração. Agora, com Jakob assumindo os vocais ao lado dos membros fundadores Eric Wilson e Bud Gaugh, a banda busca equilibrar legado e renovação sem abrir mão da sua identidade construída ao longo de décadas.
“Until the Sun Explodes” conecta o passado e o presente do Sublime
Com 22 faixas, Until the Sun Explodes preserva os elementos que tornaram o grupo reconhecível desde os anos 1990. As influências de reggae, dub, skate punk e rock alternativo continuam presentes, mas a produção evita transformar o álbum em um mero exercício de nostalgia. O objetivo parece ser demonstrar como aquela linguagem musical ainda pode soar relevante ainda em 2026.
A presença de Jakob Nowell é central nesse processo. Embora sua voz naturalmente remeta ao timbre do pai em alguns momentos, o disco não se apoia apenas nessa associação. Ao longo das músicas, o novo vocalista assume protagonismo próprio e conduz uma transição geracional que poucas bandas conseguiram realizar de forma tão direta.
O álbum também reforça suas conexões com a cena que ajudou a moldar. Entre os convidados estão H.R., vocalista do Bad Brains, Fletcher Dragge, guitarrista do Pennywise, além de G. Love, Skegss e Zac Carper. Essas participações ajudam a celebrar as raízes do grupo e a comunidade musical formada em torno de sua trajetória.
O retorno acontece em um momento importante para a história da banda
Mais do que um lançamento isolado, Until the Sun Explodes faz parte de um período de forte atividade para o Sublime. Em 2026, completam-se 30 anos do lançamento de Sublime, álbum responsável por transformar músicas como Santeria, What I Got e Wrong Way em clássicos da cultura alternativa norte-americana.
Nos últimos meses, a banda também voltou aos palcos em apresentações de grande repercussão e ampliou sua presença entre públicos mais jovens. O fenômeno é impulsionado tanto pelo legado deixado nos anos 1990 quanto pela circulação contínua de suas músicas em plataformas de streaming, vídeos curtos e conteúdos produzidos por novas gerações de fãs.
Esse reencontro entre passado e presente ajuda a explicar por que o grupo continua relevante décadas após a morte de Bradley Nowell. Em vez de tentar substituir uma figura considerada insubstituível, a nova formação aposta na continuidade da história.
O resultado é um álbum que funciona simultaneamente como homenagem, celebração e recomeço. Para os fãs de longa data, trata-se da oportunidade de revisitar uma das bandas mais importantes da cena alternativa americana. Para quem está descobrindo o Sublime agora, Until the Sun Explodes pode servir como porta de entrada para um catálogo que segue influente mesmo após 30 anos. Mais do que olhar para trás, o disco sugere que ainda há espaço para novos capítulos na história da banda.
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