Fundador do festival diz que os dois gêneros estão no radar após a boa recepção ao K-pop na edição de 2026
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O Rock in Rio pode voltar a abrir espaço para o sertanejo e também incorporar o country de forma mais recorrente nas próximas edições. A possibilidade foi admitida por Roberto Medina, fundador do festival, após a experiência com o K-pop em 2026.
A declaração surge depois de o Stray Kids se tornar o primeiro headliner de K-pop do evento. Para Medina, a boa resposta ao gênero reforçou a ideia de ampliar a programação para além dos estilos tradicionalmente associados ao nome Rock in Rio.
Roberto Medina vê sertanejo e country como próximos passos
Em entrevista à Veja, Medina afirmou que os dois estilos estão entre as possibilidades para o futuro do festival.
“Quando pensei em K-pop, as pessoas falavam: ‘Não é’. E foi. Tem um outro também que quero trabalhar, que é o country e o sertanejo. Por que não? O sertanejo é um gênero que é o mais tocado no Brasil. O country é um gênero muito bacana. Não comecei a pensar nisso objetivamente, mas está no meu radar”, declarou.
O sertanejo já apareceu oficialmente na programação em 2024, durante o chamado Dia Brasil, edição experimental que reuniu nomes como Chitãozinho e Xororó, Ana Castela e Simone Mendes.
A ideia, portanto, não seria uma estreia absoluta do gênero no festival, mas uma possível ampliação de seu espaço em futuras edições.
Medina já defendia sertanejo no festival
A posição não é nova. Durante uma entrevista coletiva em Lisboa, em 2024, Medina rebateu as críticas à presença do sertanejo e argumentou que o gênero deveria ser considerado justamente por sua popularidade no país.
“A pergunta não deveria ser ‘por que sertanejo?’, mas ‘por que não sertanejo?’. É a música mais ouvida no Brasil. Tem que ter todo mundo no festival”, afirmou na ocasião.
A discussão também envolve outros estilos. Zé Ricardo, vice-presidente artístico da Rock World, responsável pela organização e curadoria do Rock in Rio, já citou o reggae, o country e o sertanejo entre os gêneros que podem ganhar espaço.
“Não existe no Rock in Rio um preconceito com gênero musical. Não queremos isso. Apenas existe um momento em que as coisas acontecem”, explicou.
O que o Rock in Rio 2026 indica sobre o futuro
A edição de 2026, realizada entre 4 e 13 de setembro, colocou lado a lado nomes como Foo Fighters, Avenged Sevenfold, Calvin Harris, Elton John, Stray Kids, Maroon 5 e Twenty One Pilots.
A presença de K-pop no topo da escalação mostra que o festival já não trata sua identidade musical como uma fronteira rígida. Agora, segundo Medina, “sertanejo e country estão no radar”. A questão passa a ser quando e como esses gêneros voltarão a ocupar espaço relevante na Cidade do Rock.
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