Dez anos depois da estreia no Brasil, Tyler Joseph e Josh Dun transformaram acrobacias em parte de um espetáculo musicalmente mais sólido, mesmo sob chuva e com a Cidade do Rock menos cheia
Crédito da Foto: Reprodução/YouTube
O Twenty One Pilots encerrou o Rock in Rio 2026 com um show que deixou evidente o quanto a dupla amadureceu desde sua estreia no Brasil, há dez anos. Tyler Joseph e Josh Dun encararam uma Cidade do Rock menos cheia, sob chuva constante, mas entregaram um espetáculo que combinou performance física, repertório amplo e maior domínio musical.
Foi o menor público de um headliner desta edição, segundo a avaliação da cobertura do festival. A organização, porém, não divulgou quantos dos 100 mil ingressos colocados à venda para a noite foram comercializados.
Twenty One Pilots leva a evolução de 2016 ao palco do Rock in Rio
A comparação com a estreia no Lollapalooza, em 2016, é inevitável. Na época, Tyler e Josh ainda demonstravam certa insegurança e dependiam mais de bases pré-gravadas, enquanto as acrobacias ajudavam a sustentar o impacto visual.
Uma década depois, a dupla consegue equilibrar os dois lados do espetáculo. Josh Dun alterna grooves dançantes, R&B e elementos de disco music, enquanto Tyler se divide entre teclado, baixo, guitarra e vocais rasgados. A cobertura do show destacou justamente essa evolução musical.
O repertório passou por diferentes fases da carreira, de Overcompensate e The Contract a Heathens, Stressed Out, Tear in My Heart e Trees. O set ainda teve Seven Nation Army, do The White Stripes.
Tyler Joseph e Josh Dun ainda apostam no espetáculo físico
As peraltices que ajudaram a construir a identidade do Twenty One Pilots continuam intactas. Tyler correu pelo palco, interagiu com a plateia e subiu em estruturas instaladas sobre o público. Josh Dun, por sua vez, escalou uma delas para tocar bateria das alturas.
Um dos momentos mais curiosos veio durante Ride, quando Jonathan, segurança do festival e fã da banda, foi chamado ao palco para cantar com Tyler. No fim, os dois músicos ficaram suspensos sobre a plateia em pequenas plataformas enquanto tocavam tambores durante Trees.
A chuva acompanhou praticamente toda a apresentação. Ainda no começo, Tyler perguntou se o público estava cansado e admitiu que ficou preocupado ao perceber o temporal: “quando vi que estava chovendo fiquei com medo de não ter ninguém, obrigado por ficarem”, disse o vocalista.
O público menor não apagou a impressão deixada pelo encerramento. Dez anos depois de chegar ao Brasil como uma aposta do rap rock alternativo, o Twenty One Pilots já consegue sustentar um palco principal com recursos próprios, sem depender apenas da surpresa visual que marcou os primeiros shows por aqui.
Confira também:
Oasis prepara grande anúncio da turnê 2027 após drones tomarem o céu de Manchester
Mick Jagger revela rotina para manter o ritmo dos Rolling Stones aos 83 anos: “Treino cinco ou seis dias por semana”





