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Estudante mexicana apaga fogo com ondas sonoras; veja como funciona

Estudante mexicana apaga fogo com ondas sonoras; veja como funciona

27 de outubro de 2026
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Ángela Venegas, de 16 anos, levou o ouro na Indonésia com um tubo que apagou chamas a dois metros em testes. Por que ele não substitui o extintor comum?

Crédito da Foto: Reprodução/Facebook

Ángela Karime Venegas Hernández, de 16 anos, ganhou medalha de ouro numa competição de ciência na Indonésia com um extintor que apaga fogo com som. A estudante do CETis 78, uma escola técnica de Altamira, no estado mexicano de Tamaulipas, defendeu o projeto no evento de 13 a 18 de outubro de 2026, informou o Diário do Litoral em 22 de outubro.

O aparelho se chama Vortex Tech e funciona com som de baixa frequência, a faixa do baixo e do bumbo. Em testes de laboratório, ele apagou fogo em madeira e em líquidos inflamáveis a até dois metros, em menos de dez segundos, conforme o Jornal da Record em 12 de setembro.

Como o som apaga a chama

O Vortex Tech reúne uma bateria de 12 volts, um gerador de frequências, um amplificador e um alto-falante. O gerador manda ao alto-falante um sinal de 30 hertz, ou 30 pulsos por segundo, um grave mais baixo que a corda mais grave de um baixo comum, de cerca de 41 hertz.

Cada pulso bate numa pequena abertura na saída do tubo e sai dele como um anel de ar em rotação, um minitornado. O anel atinge a chama, desloca o oxigênio que a alimenta e a separa do combustível, e o fogo perde estabilidade até apagar, conforme a adn Noticias e a NMás em setembro. Como nada é jogado sobre as chamas, não sobra resíduo.

Do ouro na Indonésia ao mercado

A disputa reuniu cerca de 110 projetos de 25 países, segundo o Diário do Litoral. O professor Arturo Hernández Muñoz, que orientou a estudante, divide o primeiro lugar com ela. Ángela recebeu ainda o prêmio IYSA Semi Grand Award, da associação indonésia de jovens cientistas, que dá vaga numa segunda competição, virtual. Ao El Sol de Tampico, ela disse que a equipe deixou “muito alto o nome do México e de Altamira”.

O invento é protótipo e não pretende substituir o extintor tradicional, e sim evitar que o fogo se alastre. O alcance depende da intensidade e da frequência do som, do tipo de fogo e do ambiente, ressalva o Diário do Litoral, e por isso ele serve para chamas pequenas, não para grandes incêndios.

Ángela e o orientador trabalham numa versão automática, com sensor térmico que dispara o som ao detectar calor, e procuram parceiros para levar a tecnologia ao mercado. Enquanto o sensor não existe, o tubo depende de alguém por perto para apontá-lo ao fogo.

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